Coisas da Amazônia

A resposta é o passado de lutas

Julho 2nd, 2008

Por conta do período pré-eleitoral vivido na Universidade Federal do Acre (UFAC), vimos descer o nível das discussões. Para atingir objetivos, tenta-se personalizar ações e atos e enxovalhar o nome de pessoas. Se não se consegue atingir pelo discurso, opta-se por tentar assassinar a imagem e a reputação das pessoas.

O ‘lead’ acima se dá em função de uma nota publicada nos corredores da UFAC por conta da luta encetada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do 3º Grau do Acre (Sintest-AC). A citada nota vem atacando a pessoa do presidente do sindicato, Dário Lopes de Figueiredo e a mim. Não vou defender ao companheiro Dário, cujo passado de luta na UFAC fala mais alto que as mesquinharias de vincularem à pessoa dele a luta pela paridade.  Vou apenas mostrar a todos o porquê de meu envolvimento.

Preliminarmente cumpre citar que o Sintest-AC vem discutindo a questão do voto paritário há muito tempo, assim como os estudantes e setores docentes. Até mesmo os organismos nacionais (Fasubra, Andes, e UNE, respectivamente) defendem a paridade.

No caso do Acre, está vem sendo discutida internamente entre os servidores desde o segundo semestre de 2007 e foi motivo de falação no recente congresso da instituição. O principal articulador foi o diretor Jailson, cabendo ao restante do sindicato o encampamento da idéia e sua formatação enquanto proposta para o Conselho Universitário. A única proposta de paridade e regulamentação da eleição em discussão é a apresentada pelo Sintest.

Ocorre que por motivos que preferimos não citar, uma nota (como foi dito acima e assinada por alguns centros acadêmicos) foi publicada, tentando impingir ao presidente do Sintest-AC a responsabilidade da proposta, apontando a ele como único interessado. Na mesma nota afirmam alguns centros que Dário está nessa luta apoiado por um engenheiro agrônomo desempregado. Sobre este pedaço que pretendo falar.

Primeiramente é preciso informar onde começa minha relação com a UFAC. Iniciei dois cursos (via vestibular): o primeiro, nos idos de 1986 foi Construção Civil; o segundo, em 1987, foi agronomia. Neste período foram cerca de trinta trabalhos publicados (autoria e co-autoria) em nome da instituição, tendo ainda sido bolsista do CNPq.

Em 2006 participamos de concurso público e fomos aprovados em oitavo lugar para o curso de Mestrado em Desenvolvimento Regional, concluído no prazo de 24 meses. Neste último foram 14 artigos publicados (mais dois aprovados para a próxima reunião da SOBER). Estas informações podem ser consultadas no site do Currículo Lates do CNPq (http://lattes.cnpq.br/5414102855721605).

Minha produção científica e ações constantes em defesa desta IFES são de conhecimento da maior parte dos servidores e professores desta casa. Por conta disso, fui ameaçado e tive de responder processos. Mas não arredei um milímetro de minhas convicções.

Para minha alegria, vejo hoje a minha segunda geração nesta casa, pois minha filha está prestes a concluir o curso de geografia, assim como meu sobrinho o de história. Por isso, quando luto por esta instituição não o faço apenas para mim, mas para os meus. Quero que esta casa seja democrática, publica e gratuita para que minhas outras filhas aqui possam estudar.

Não o faço só por altruísmo e pelos muitos amigos que aqui cultivei, mas principalmente pelo egoísmo de aqui ver formada, um dia, toda a minha família. Aqueles que hoje tentam me atingir com estas bobeiras podem ter certeza que não conseguiram e não conseguirão. Muitos e maiores que eles tentaram e ainda não conseguiram me calar.

Sobre o fato de estar desempregado, talvez os verdadeiros autores da nota não tenham se lembrado a minha titulação (MSc), a qual me permite dar consultoria. É isso que tenho feito para o Sintest-AC. E se alguém desejar saber se tenho contribuído para este sindicato, pergunte aos servidores. Eles saberão dizer qual tem sido minha contribuição.

A UFAC é minha casa há 22 anos. Mesmo que hoje não tenha vinculo direto com ela, manterei minha história de luta e amor (às vezes ódio), pois a quero democrática, pública, gratuita e de qualidade. A resposta a estes que me atacam está no meu passado de lutas.

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