The Rock to Governor
Recentemente orientei uma monografia para a obtenção do título de Bacharel em Filosofia, com concentração de estudos em Filosofia Política. Nesta foi feita uma análise das últimas eleições acrianas (2008). Os estudos mostraram que os votos diretamente no governo (13) somaram 27%, base de sustentação governamental 14%, oposição (vários) 35%. A estes percentuais devem ser somados um total de 23% (brancos, nulos e abstenções) que não votou em ninguém. Ou seja, entre descontentes e oposicionistas existe hoje no Acre um contingente de 58%.
A pesquisa apontou para um esgotamento, em uma leitura municipal, do projeto oficial estadual, o qual não consegue mais empolgar o eleitor, sendo que a força do partido oficial só se mantém com o apoio de uma dezena de partidos nanicos. Por outro lado, os dados revelaram que a oposição não possui um projeto capaz de fazer frente à “florestania”, não possuindo aquela em seus quadros os líderes capazes de motivarem o eleitor e conduzirem-no até a urna.
Com relação a isso, ao longo dos anos tenho conversado com alguns amigos ligados a partidos políticos e dito que para fazer frente ao projeto carimbado como “florestania” seria necessário fazer como os apoiadores deste fizeram, ou seja, encontrar um jovem, acriano, bem apessoado, capacitado em experiência, formação universitária/titulação, com carisma, e dele extrair/formar o líder desejado.
Nesta discussão política e pelo fato de não podermos ficar totalmente alheios a ela, tenho acompanhado de longe a briga entre o governo do Estado e a PM acriana. Pelo que tenho visto a luta dos ‘meganhas’ é válida e deve continuar, afinal são apenas pais de família e servidores públicos buscando os meios dignos de sobrevivência e as condições de poderem desempenhar seus labores.
Mas o assunto esta justamente na junção entre a briga entre o governo do Estado e a falta de condutores para a combalida política estadual. Os representantes do governo já não empunham o estandarte da ‘florestania’ com o mesmo empenho e ardor dos outros anos. Já a oposição não tem sequer quem empunhe a empunhe dignamente. Com isso, o surgimento de um nome capaz de levantar o estandarte da moral e do desenvolvimento no Estado é sempre bem recebido pela massa descontente, aqueles 58%, podendo ainda arrastar uma verdadeira multidão entre os quadros oficiais.
Com o andamento da luta do Major PM Rocha, é possível que finalmente esteja surgindo o líder que o Acre precisa. Um jovem, qualificado, acriano de nascimento, com conhecimento do interior do estado onde foi comandante de guarnições. É formado em direito. É carismático e acaba de receber seu diploma de ‘formação na luta’.
Wherles Rocha, não é um ‘pára-quedista’, que ao encerrar seu tempo na PM vai curtir a aposentadoria nas praias do nordeste, como tantos outros. Para cá não veio apenas passar uma chuva. É radicado aqui, onde viverá com os que lhe são caros, sejam antecessores ou descendentes. É um homem temente a Deus, cujo passado, até onde conhecemos, é íntegro.
O que este jovem precisa agora é formatar um projeto político em conjunto com um grupo de pessoas capacitadas e se preparar para o embate de 2010. Para isso precisa do apoio dos ‘caciques’ da oposição, os quais, neste momento, apoiariam a luta dele em mobilizar a PM para o embate com o Estado. Consolidada a luta em prol da corporação e fortalecido o nome dele em todo o Estado e formatado um programa de desenvolvimento, têm-se um líder e uma bandeira a ser erguida. O resto é ‘pé na poeira’ para divulgar a luta.
Hoje o nome dele já é conhecido no maior colégio eleitoral do Estado, Rio Branco e entorno. Tem trânsito certo e garantido em todas as camadas sociais, do mais longínquo bairro até o mais chique. Só falta um norte e trabalho político. Isso sem falar no requisito dos caciques deixarem de olhar para o próprio umbigo e permitirem que o novo chegue.
Já está na hora de reciclarmos a política local com nomes capazes de sacudirem as estruturas vigentes. É à hora de botar a polícia nas ruas e os bandidos na cadeia. O Estado precisa de uma onda moralizadora e motivadora para sair do seu atraso sócio-econômico.
E para isso, nada melhor que um jovem, qualificado e testado na luta, o qual atende pelo nome de Wherles Rocha. É à hora de jogar a pedra limpa por sobre a sujeira, esmagando-a, e implementar um novo tempo para o Acre, sem ranços e rancores. Um tempo de bases erguidas sobre a rocha firme e de união para uma vida melhor. A hora da Rocha no governo. Com perdão do anglicismo: “The Rock to Governor”.
Régis Paiva, jornalista, engenheiro agrônomo, MSc em Desenvolvimento Regional.