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	<title>Coisas da AmazÃ´nia</title>
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	<description>O seu Novo Blog no My1blog.com</description>
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		<title>Marina, acima do PT e dos Vianas</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Aug 2009 22:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>regispaiva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem  Categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[As vezes penso em ficar calado e não mais me meter em política. Mas as coisas acontecem e eu não aguento.
Assim, preciso me manifestar sobre este comentário de José Dirceu (PT): &#8220;Marina foi eleita pela luta de dezenas de anos da esquerda, de Chico Mendes; pelo apoio que recebeu de Jorge e Tião Viana e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As vezes penso em ficar calado e não mais me meter em política. Mas as coisas acontecem e eu não aguento.<br />
Assim, preciso me manifestar sobre este comentário de José Dirceu (PT): &#8220;Marina foi eleita pela luta de dezenas de anos da esquerda, de Chico Mendes; pelo apoio que recebeu de Jorge e Tião Viana e da militância do PT, já que a resistência dos madeireiros e daqueles que queriam avançar sobre a floresta e contra seus povos criou uma rejeição à sua candidatura mesmo entre o eleitorado popular&#8221;, afirmou Dirceu, influente ex-dirigente do PT.<br />
Sou do Acre. Nunca votei em Marina e a conheço desde antes de ser vereadora (seu primeiro cargo eletivo). Somos da mesma Universidade (UFAC). Nos conhecemos mas não somos amigos.<br />
Eu me lembro dela lutando pelo nanico PT dos anos 80, quando todos eles não lotavam o velho fusca do deputado federal Nilson Mourão (PT). Lembro daquela morena esganiçada em um caixote preso no alto de uma Brasília velha, onde ela se equilibrava precariamente, a qual estacionava em frente das paradas de ônibus urbano para a moça fazer sua propaganda para vereadora. Vi depois ela ser eleita deputada estadual e ser catapultada para o Senado. Não concordo com muita coisa que ela diz ou prega. Não sou de seu partido e talvez nem vote nela (ou em qualquer dos outros) para presidente.<br />
Mas não posso admitir que um cidadão do porte atual de José Dirceu venha a criticar a senadora e dizer que o mandato é do PT e que foi o apoio do Jorge e Tião (os temidos &#8220;Irmãos Viana do Acre&#8221;) e dos militantes que a elegeram. Não posso admitir a comparação entre ela e estes senhores.<br />
Antes dos irmãos Viana se bandearem da ARENA/PDS para o PT, Marina já lutava e enfrentava o cartel dos Seringalistas no Estado. Seringalistas de onde os irmãos Viana vieram. A isso deve ser somado o fato de que neste começo do PT no Acre sequer havia militância.<br />
Quando Jorge Viana surgiu para o mundo da esquerda, Mariana já era vereadora e conhecida. Quando aquele perdeu uma eleição, ela foi eleita a deputada estadual mais votada no Estado. Quando Tião perdeu para governador, Marina foi eleita a senadora mais votada. Quando Jorge cehgou ao governo, ela era senadora.<br />
Assim, o PT deve o seu crescimento ao nome de Marina e não o contrário. Foi graças às suas idéias que o partido cresceu. Talvez por isso seja mesmo a ora dela sair e buscar um retorno às raízes, a ideologia, algo que os irmãos Viana destruíram no atual PT acreano. Enquanto ela lutava para viver em um Estado miserável, os irmãos estudavam fora e se locupletavam com as benesses do poder.<br />
Marina é maior que eles (Vianas e o próprio PT acreano). E este é o grande medo deles. Jorge quis ser ministro de qualquer coisa. Marina foi. Tião quis ser presidente do Senado. Marina é cotada para ser presidente da República.<br />
Chico Mendes, que também conheci pessoalmente, foi amigo de Marina, mas não dos Vianas. Se vivo fosse, talvez não tivesse o mesmo moral que hoje esta moça desfruta em todo o país, embora sua morte tenha ajudado a promovê-la. Chico é ícone. Marina é fato. E isso não conseguem engolir.<br />
O Partido da Imprensa Golpista (PIG) agora deve começar a denegrir a imagem dela, como tem feito em outros casos semelhantes. Para isso deve se valer dos famosos assassinatos de reputação, principalmente no Acre onde não há imprensa livre (exceto na internet). Mas agora é tarde e, ao contrário de “Inês é morta”, Marina vive. E pode trazer muito dissabores àqueles que a subestimaram. Principalmente por não ter apego aos cargos. Se ainda é aquela que conheci nos tempos de graduação na UFAC, tem ideologia e brios.<br />
Desculpe o desabafo, mas achei ser necessário. Assim, boa sorte companheira Marina nessa sua nova empreitada. E se você não se eleger, saiba que sempre será lembrada como a companheira que lutou o bom combate e se posicionou ideologicamente. O mesmo não se pode dizer dos que hoje (e amanhã) lhe atacam.</p>
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		<title>Uma proposta de pagamento por Serviços Ambientais associada aos recursos hídricos</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Jul 2009 21:36:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>regispaiva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem  Categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Recentemente recebemos a incumbência de apresentar uma proposta de por Serviços Ambientais associada aos recursos hídricos por parte da Coordenação do Curso de Planejamento e Gerenciamento de Águas – CPGA da Universidade Federal do Amazonas, nível de pós-graduação Latu Sensu. Em face disso apresentamos ao curso a seguinte proposta, sendo que no nosso entender, nestes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recentemente recebemos a incumbência de apresentar uma proposta de por Serviços Ambientais associada aos recursos hídricos por parte da Coordenação do Curso de Planejamento e Gerenciamento de Águas – CPGA da Universidade Federal do Amazonas, nível de pós-graduação Latu Sensu. Em face disso apresentamos ao curso a seguinte proposta, sendo que no nosso entender, nestes casos, deve se levar em conta os seguintes índices, todos com a mesma parcela de contribuição:<br />
Coleta 40%= X R$ m³<br />
Consumo 20%= X R$ m³<br />
Efluente 40%= X R$ m³ em função de DBO, teor e tipo de resíduos sólidos (TTRS), temperatura de descarga (TD)</p>
<p>Isso resulta na seguinte fórmula para definição do valor a ser pago:</p>
<p>X    =          40 Col + 20 VCons + 40 (DBO+TTRS+TD)<br />
               _______________________________<br />
                                    10</p>
<p>Partindo-se de um valor final máximo (X) por metro cúbico, este seria decomposto nos três grupos de componentes, sendo que a medida que houver redução ou melhoria no uso, menor o preço final pago pelo uso do bem comum.<br />
Neste caso dois quintos do valor final (100%) é composto pelo volume coletado, independente do uso ou destino. Este é um critério que tem de ser levado em consideração, pois durante o período de captação há uma redução no volume do curso de água. Isso tem conseqüências diretas na flora e faunas locais, com possibilidade de afetar pontos mais distantes em caso de captação elevada em função do volume disponível no ponto de coleta. É fato que as precipitações e, por conseguinte os volumes em cursos de água, não se comportam como as médias históricas, ficando quase sempre abaixo desta (mediana inferior a média). Logo, toda e qualquer captação deve ser cobrada, ainda que o mesmo volume retorne ao meio de onde proveio.<br />
A segunda parte é composta pela quantidade de água consumida. Ou seja, se houver a devolução de 100% do volume coletado, há uma redução de 20% no preço final a ser pago. O objetivo é apoiar o consumidor que não provoca alterações no volume do local onde se dá a coleta. Aqui pode haver elevado volume coletada, porém se o mesmo volume é devolvido ao meio, não há cobrança.<br />
Mas em relação a esta devolução do volume captado, esta deve ser avaliada em função de três componentes principais básico: Demanda Biológica de Oxigênio (DBO), Teor e Tipo dos Resíduos Sólidos (TTRS) e, Temperatura de Descarga (TD). Se o usuário consegue devolver ao curso de água uma qualidade igual à coletada, não paga pelo uso. A saber:</p>
<p>DBO: Neste caso se a demanda da descarga for superior ao coletado é cobrado na razão de seu incremento. Ou seja, quanto maior for o aumento do DBO sobre a água coletada, maior será o custo, até atingir 13,33% do custo total.<br />
TTRS: Aqui se busca manter a qualidade dos sólidos dissolvidos na água, sejam eles sedimentos originais ou resíduos de processamento. Neste caso tem de ser desenvolvida uma tabela de resíduos contaminantes, cuja presença, ao ser detectada, provoca o pagamento do percentual total (15,33%). Neste caso deve se atentar para o fato de que a questão é em função do acréscimo de sólidos não presentes na água original, mas também sem desconsiderar o incremento nestes.<br />
TD: Um dos itens normalmente desconsiderados é a temperatura de descarga, a qual tem um fator preponderante na vida do curso de água. Neste caso se a água devolvida é da mesma temperatura da coletada, não haverá pagamento. Porém, em caso contrário, se houver acréscimos, dentro de uma margem de tolerância, estes deverão ser punidos em uma escala crescente em proporção à temperatura de coleta até um máximo estabelecido (influência no teor de oxigênio ou que impeça a existência da vida nos mesmos moldes que a montante) até atingir um percentual de 15,33%.<br />
O objetivo da proposta é estimular a ‘empresa verde’, que usa a água e a devolve sem ou com poucas alterações, as quais, neste caso, não seriam impactantes ao meio. Assim uma empresa responsável ecologicamente paga somente pela captação, ou seja, 40% do valor máximo total estabelecido dentro dos critérios econômicos. Os volumes podem ser ampliados ou reduzidos, dependendo de levantamentos e estudos aprofundados. A proposta não é estanque, mas pode servir de ponto de partida no sentido de permitir um uso racional da água.</p>
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		<title>The Rock to Governor</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Jun 2009 17:14:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>regispaiva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Recentemente orientei uma monografia para a obtenção do título de Bacharel em Filosofia, com concentração de estudos em Filosofia Política. Nesta foi feita uma análise das últimas eleições acrianas (2008). Os estudos mostraram que os votos diretamente no governo (13) somaram 27%, base de sustentação governamental 14%, oposição (vários) 35%. A estes percentuais devem ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recentemente orientei uma monografia para a obtenção do título de Bacharel em Filosofia, com concentração de estudos em Filosofia Política. Nesta foi feita uma análise das últimas eleições acrianas (2008). Os estudos mostraram que os votos diretamente no governo (13) somaram 27%, base de sustentação governamental 14%, oposição (vários) 35%. A estes percentuais devem ser somados um total de 23% (brancos, nulos e abstenções) que não votou em ninguém. Ou seja, entre descontentes e oposicionistas existe hoje no Acre um contingente de 58%.<br />
A pesquisa apontou para um esgotamento, em uma leitura municipal, do projeto oficial estadual, o qual não consegue mais empolgar o eleitor, sendo que a força do partido oficial só se mantém com o apoio de uma dezena de partidos nanicos. Por outro lado, os dados revelaram que a oposição não possui um projeto capaz de fazer frente à “florestania”, não possuindo aquela em seus quadros os líderes capazes de motivarem o eleitor e conduzirem-no até a urna.<br />
Com relação a isso, ao longo dos anos tenho conversado com alguns amigos ligados a partidos políticos e dito que para fazer frente ao projeto carimbado como “florestania” seria necessário fazer como os apoiadores deste fizeram, ou seja, encontrar um jovem, acriano, bem apessoado, capacitado em experiência, formação universitária/titulação, com carisma, e dele extrair/formar o líder desejado.<br />
Nesta discussão política e pelo fato de não podermos ficar totalmente alheios a ela, tenho acompanhado de longe a briga entre o governo do Estado e a PM acriana. Pelo que tenho visto a luta dos ‘meganhas’ é válida e deve continuar, afinal são apenas pais de família e servidores públicos buscando os meios dignos de sobrevivência e as condições de poderem desempenhar seus labores.<br />
Mas o assunto esta justamente na junção entre a briga entre o governo do Estado e a falta de condutores para a combalida política estadual. Os representantes do governo já não empunham o estandarte da ‘florestania’ com o mesmo empenho e ardor dos outros anos. Já a oposição não tem sequer quem empunhe a empunhe dignamente. Com isso, o surgimento de um nome capaz de levantar o estandarte da moral e do desenvolvimento no Estado é sempre bem recebido pela massa descontente, aqueles 58%, podendo ainda arrastar uma verdadeira multidão entre os quadros oficiais.<br />
Com o andamento da luta do Major PM Rocha, é possível que finalmente esteja surgindo o líder que o Acre precisa. Um jovem, qualificado, acriano de nascimento, com conhecimento do interior do estado onde foi comandante de guarnições. É formado em direito. É carismático e acaba de receber seu diploma de ‘formação na luta’.<br />
Wherles Rocha, não é um ‘pára-quedista’, que ao encerrar seu tempo na PM vai curtir a aposentadoria nas praias do nordeste, como tantos outros. Para cá não veio apenas passar uma chuva. É radicado aqui, onde viverá com os que lhe são caros, sejam antecessores ou descendentes. É um homem temente a Deus, cujo passado, até onde conhecemos, é íntegro.<br />
O que este jovem precisa agora é formatar um projeto político em conjunto com um grupo de pessoas capacitadas e se preparar para o embate de 2010. Para isso precisa do apoio dos ‘caciques’ da oposição, os quais, neste momento, apoiariam a luta dele em mobilizar a PM para o embate com o Estado. Consolidada a luta em prol da corporação e fortalecido o nome dele em todo o Estado e formatado um programa de desenvolvimento, têm-se um líder e uma bandeira a ser erguida. O resto é ‘pé na poeira’ para divulgar a luta.<br />
Hoje o nome dele já é conhecido no maior colégio eleitoral do Estado, Rio Branco e entorno. Tem trânsito certo e garantido em todas as camadas sociais, do mais longínquo bairro até o mais chique. Só falta um norte e trabalho político. Isso sem falar no requisito dos caciques deixarem de olhar para o próprio umbigo e permitirem que o novo chegue.<br />
Já está na hora de reciclarmos a política local com nomes capazes de sacudirem as estruturas vigentes. É à hora de botar a polícia nas ruas e os bandidos na cadeia. O Estado precisa de uma onda moralizadora e motivadora para sair do seu atraso sócio-econômico.<br />
E para isso, nada melhor que um jovem, qualificado e testado na luta, o qual atende pelo nome de Wherles Rocha. É à hora de jogar a pedra limpa por sobre a sujeira, esmagando-a, e implementar um novo tempo para o Acre, sem ranços e rancores. Um tempo de bases erguidas sobre a rocha firme e de união para uma vida melhor. A hora da Rocha no governo. Com perdão do anglicismo: “The Rock to Governor”.</p>
<p>Régis Paiva, jornalista, engenheiro agrônomo, MSc em Desenvolvimento Regional.</p>
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		<title>Respeitante</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Jun 2009 23:00:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>regispaiva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Posso n&#227;o concordar com nenhuma das palavras que voc&#234; disser, mas defenderei at&#233; a morte o direito de voc&#234; diz&#234;-las. Estas palavras foram ditas por Voltaire, em 07/02/1778 na Loja ma&#231;&#244;nica Les Neuf Soeurs-Paris. Voltaire era o alter ego (ou&#160;alterego, do&#160;latim&#160;alter = outro&#160;ego = eu) de Fran&#231;ois-Marie Arouet (Paris, 21 de Novembro de 1694 &#8211; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">Posso n&atilde;o concordar com nenhuma das palavras que voc&ecirc; disser, mas defenderei at&eacute; a morte o direito de voc&ecirc; diz&ecirc;-las. Estas palavras foram ditas por Voltaire, em 07/02/1778 na Loja ma&ccedil;&ocirc;nica <em>Les Neuf Soeurs</em>-Paris. Voltaire era o alter ego (ou&nbsp;alterego, do&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Latim" title="Latim">latim</a>&nbsp;alter = outro&nbsp;ego = eu) de Fran&ccedil;ois-Marie Arouet (Paris, 21 de Novembro de 1694 &#8211; 30 de Maio de 1778), um poeta, ensa&iacute;sta, dramaturgo, fil&oacute;sofo e historiador iluminista franc&ecirc;s. Ele defendia a liberdade de ser e pensar diferente (Santa Internet e Santa Wikip&eacute;dia, que nos socorrem com presteza e rapidez nestas oras de escrita).</p>
<p class="MsoNormal">Mas qual o motivo de estar eu escrevendo isso depois de algumas semanas de sil&ecirc;ncio?</p>
<p class="MsoNormal">&Eacute; que para mim, escrever deve vir de uma vontade superior &agrave;s nossas for&ccedil;as. E foi quando vi que se aproximam novas edi&ccedil;&otilde;es da &lsquo;Parada do Orgulho Gay&rsquo; ou simplesmente &lsquo;Parada Gay&rsquo;, resolvi voltar &agrave;s letras (ou &agrave;s teclas).</p>
<p class="MsoNormal">H&aacute; algum tempo, cerca de um ano, um conhecido meu, homossexual assumid&iacute;ssimo, perguntou-me se eu n&atilde;o tinha ido ver ou participar de tal &lsquo;parada&rsquo;. A isso eu respondi n&atilde;o ser nem gay, nem l&eacute;sbico, nem simpatizante ou mesmo transexual. Nem mesmo simpatizante da causa eu era (e n&atilde;o sou). Mas disse a ele fazer parte de outra categoria: a dos <strong>respeitantes</strong>.</p>
<p class="MsoNormal">Em nenhum momento apoiei o movimento de homossexuais. N&atilde;o acho certo o que fazem, seja por op&ccedil;&atilde;o sexual, seja por uma quest&atilde;o de &lsquo;pele&rsquo;, por quest&otilde;es de biologia reprodutiva ou mesmo religiosas. Enfim, nada nessa apologia a rela&ccedil;&otilde;es sexuais entre pessoas do mesmo sexo merece, na minha opini&atilde;o, meu apoio.</p>
<p class="MsoNormal">Preciso ressaltar aqui, em um par&ecirc;ntese, j&aacute; ter sido xen&oacute;fobo quando mais novo. Cheguei at&eacute; mesmo achar gra&ccedil;a quando diziam que &lsquo;viado bom &eacute; viado morto&rsquo;. Pe&ccedil;o perd&atilde;o pelo chulo e at&eacute; por j&aacute; ter participado de conversas deste naipe. Mas com o passar dos anos nos tornamos mais amadurecidos e entendemos um pouco mais dos direitos de todos. Principalmente de algo fundamental em nossa vida: o livre arb&iacute;trio.</p>
<p class="MsoNormal">Voltando ao tema. Assim, por defender o direito das pessoas de se manifestarem sobre os mais diversos assuntos e de seguirem as orienta&ccedil;&otilde;es de seu cora&ccedil;&atilde;o e mente, respeito as lutas deste grupo.</p>
<p class="MsoNormal">Posso at&eacute; n&atilde;o concordar com a forma como &eacute; feita, ou seja, um carnaval fora de &eacute;poca com pessoas depravando-se em todos os sentidos, ainda que n&atilde;o todos. Afinal, n&atilde;o me apetece o esc&acirc;ndalo de alguns, sendo estes os mais mostrados pela m&iacute;dia insana em buscas das imagens mais grotescas. Por isso nem mesmo assisto as reportagens. Mas para isso se fez o controle remoto e existem v&aacute;rios canais de televis&atilde;o. E eu exer&ccedil;o o meu direito de n&atilde;o ver sem restringir o direito dos outros se manifestarem e chamarem a aten&ccedil;&atilde;o para sua luta.</p>
<p class="MsoNormal">A democracia &eacute; um sistema onde todos podem se manifestar. &Eacute; o sistema do contradit&oacute;rio, onde se aplica mais claramente o princ&iacute;pio do Yn e Yang ou da oposi&ccedil;&atilde;o em todas as coisas. As oposi&ccedil;&otilde;es de id&eacute;ias s&atilde;o as bases deste sistema. E por isso, muitas vezes, temos de conviver com atos e fatos com os quais n&atilde;o concordamos, mas respeitamos.</p>
<p class="MsoNormal">O conceito de certo ou errado &eacute; amplo. El&aacute;stico tanto quanto as nossas leis dos anos 30 e 40, ainda em vigor e com pouca correla&ccedil;&atilde;o no mundo moderno. Assim, n&atilde;o serei eu a dizer quem est&aacute; errado ou certo. Por n&atilde;o concordar com que os outros fazem n&atilde;o quero afirmar minha certeza, mas apenas colocar um ponto de vista. O julgamento? Aos Ju&iacute;zes.</p>
<p class="MsoNormal">Nessa linha de racioc&iacute;nio volto a repisar a figura do <strong>respeitante</strong> no que tange ao Movimento Gay. Assim, fa&ccedil;o minhas as palavras do pensador, com as devidas adequa&ccedil;&otilde;es aos tempos e aos fatos:</p>
<p class="MsoNormal">N&atilde;o concordo com nenhum dos atos que voc&ecirc;s cometem, mas defenderei at&eacute; a morte o direito de voc&ecirc;s se manifestarem, desde que de sua manifesta&ccedil;&atilde;o n&atilde;o resultem reflexos negativos em minha vida ou na dos que me s&atilde;o caros.</p>
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		<title>Ministros do TCU viajam a vontade. E quem fiscaliza eles?</title>
		<link>http://regispaiva.my1blog.com/2009/04/20/12/</link>
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		<pubDate>Mon, 20 Apr 2009 18:08:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>regispaiva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O jornal Folha de S&#227;o Paulo noticiou (20/04/2009) que a despesa com passagens a&#233;reas para os nove ministros do TCU (Tribunal de Contas da Uni&#227;o) chegou a R$ 720.344,38 no ano passado, o que representa aumento de 45,2% em rela&#231;&#227;o a 2007 e corresponde a uma m&#233;dia de R$ 80 mil anuais por cada ministro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">O jornal Folha de S&atilde;o Paulo noticiou (20/04/2009) que a despesa com passagens a&eacute;reas para os nove ministros do TCU (Tribunal de Contas da Uni&atilde;o) chegou a R$ 720.344,38 no ano passado, o que representa aumento de 45,2% em rela&ccedil;&atilde;o a 2007 e corresponde a uma m&eacute;dia de R$ 80 mil anuais por cada ministro (o cac&oacute;fato &eacute; proposital). Isso n&atilde;o inclui as cotas individuais a que os ministros do TCU t&ecirc;m direito a gastar livremente por ano com passagens, no valor de R$ 43,2 mil para cada um deles. E o TCU &eacute; o respons&aacute;vel por fiscalizar a boa aplica&ccedil;&atilde;o do dinheiro p&uacute;blico.</p>
<p class="MsoNormal">O ministro Walton Alencar Rodrigues, presidente do TCU at&eacute; o ano passado, tentou justificar dizendo &quot;a verba de passagens existe h&aacute; d&eacute;cadas e permite aos ministros cumprir agenda nacional porque o TCU &eacute; um tribunal com jurisdi&ccedil;&atilde;o em todo o pa&iacute;s&quot;. As viagens teriam sido para melhorar a fiscaliza&ccedil;&atilde;o dos gastos p&uacute;blicos (sic).</p>
<p class="MsoNormal">Como os dados da forma que est&atilde;o s&atilde;o um pouco confusos e n&atilde;o retratam a verdade, me dei ao trabalho de chamar meu amigo M.S. Excel para me ajudar em algumas contas. Para fundamentar mais ainda os dados, busquei o apoio de uma empresa de passagens a&eacute;reas, que por motivos &oacute;bvios n&atilde;o revelo qual foi.</p>
<p class="MsoNormal">Pois bem, como diria o operador de motosserra, vamos por partes. Para poder avaliar o tamanho de um gasto desses com passagens fiz a cota&ccedil;&atilde;o do que vamos chamar de passagem-refer&ecirc;ncia, a qual, no caso do Acre, &eacute; sempre Rio Branco (RBR) &ndash; S&atilde;o Paulo (CGH-Congonhas e GRU-Guarulhos) &ndash; Rio Branco.</p>
<p class="MsoNormal">O primeiro descarte foi um pequeno desconto entre os aeroportos de Congonhas e Guarulhos em favor deste (fica fora do centro, tem mais v&ocirc;os). O segundo foi cotar as passagens em apenas uma das empresas a&eacute;reas que fazem o itiner&aacute;rio em quest&atilde;o. N&atilde;o vamos citar por n&atilde;o receber dela a autoriza&ccedil;&atilde;o ou a &lsquo;jiriquita&rsquo; (extra, merchan, etc).</p>
<p class="MsoNormal">A partir da&iacute; temos uma passagem RBR-CGH/GRU-RBR com tr&ecirc;s pre&ccedil;os distintos: um para uso imediato e comprada no dia (passagem cheia, R$ 1.934), outra comprada com anteced&ecirc;ncia (R$ 1.220) e uma terceira em promo&ccedil;&atilde;o (v&aacute;lida at&eacute; o dia 07/04, R$ 679). Com base nestes valores pedi ao M.S. Excel que fizesse as contas para ver quantas passagens daria para comprar e a cada quantos dias em um ano seria poss&iacute;vel comprar uma. Instru&iacute; a ele para trabalhar com os valores do gabinete e com esses mais a cota pessoal. E a resposta assustou.</p>
<p class="MsoNormal">Se considerar apenas os valores de gabinete (R$ 80 mil) teremos: passagem cheia: 41 viagens, uma cada nove dias corridos; antecipada: 65, uma a cada seis dias; promo&ccedil;&atilde;o: 118, com uma cada tr&ecirc;s dias. Assim, se considerar que os v&ocirc;os s&atilde;o na v&eacute;spera e o retorno normalmente no dia seguinte, com compras antecipadas, os ministros viajaram todas as semanas &uacute;teis do ano. Imposs&iacute;vel, dados os feriados e outros &lsquo;ados&rsquo;, al&eacute;m das reuni&otilde;es no plen&aacute;rio.</p>
<p class="MsoNormal">Mas se a isso for somada a cota pessoal que cada ministro tem direito de forma legal (R$ 42,2 mil) o problema se agrava em 50%. Se n&atilde;o, vejamos: cheia: 64 e uma cada seis dias; antecipada: 101 e uma a cada quatro dias e; promo&ccedil;&atilde;o: uma a cada dois dias. &Eacute; mais &lsquo;imposs&iacute;vel&rsquo; ainda, pois com um dia para ir e outro para voltar (isso &eacute; legal), cada ministro teria fazer uma viagem a cada dois dias nas compras antecipadas.</p>
<p class="MsoNormal">Sendo assim, pois o M.S. Excel n&atilde;o mente, onde ficam as f&eacute;rias, feriados e reuni&otilde;es do Pleno? Quando foi que analisaram um processo? Na cadeira do avi&atilde;o? N&atilde;o se pode esquecer que estes valores foram pessoais e, dos nove ministros, somente um n&atilde;o usou por inteiro as cotas.</p>
<p class="MsoNormal">Fica ent&atilde;o a pergunta: Se estes senhores s&atilde;o os fiscais da aplica&ccedil;&atilde;o do dinheiro p&uacute;blico, quem fiscaliza a farra de viagens deles? E no caso em quest&atilde;o nem se falou em di&aacute;rias e mais um item importante: para quem foram as &lsquo;milhas&rsquo; (passagens de brinde pela quantidade de milhas voadas) geradas nestas viagens?</p>
<p class="MsoNormal">Para mim este (se for o caso) e outros tipos de ataques &agrave; coisa p&uacute;blica somente v&atilde;o ser reduzidos quando a lei 8.429 (Crime de Improbidade) passar a ter rito sum&aacute;rio a partir de provas concretas e penas assemelhadas a dos crimes contra a vida (C&oacute;digo Penal, art 121), com penas m&iacute;nimas de oito anos de reclus&atilde;o e cumprimento imediato, com a m&aacute;xima chegando aos 30 anos. A dureza se justifica por serem estes os verdadeiros ladr&otilde;es e os respons&aacute;veis pelas demais mazelas da sociedade. E n&atilde;o importa se &eacute; servidor (corrompido) ou empres&aacute;rio (corrompedor).</p>
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		<title>Pelo fim do diploma para jornalistas</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Apr 2009 19:31:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>regispaiva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem  Categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[
 

 
&#160;
O Minist&#233;rio P&#250;blico Federal-MPF &#233; contra a obrigatoriedade do diploma para o exerc&#237;cio da profiss&#227;o de jornalista.&#160;Para o Fiscal da Lei o ponto principal &#233; saber se a Constitui&#231;&#227;o Federal recepcionou o Decreto-Lei n&#186;&#160;972/69, que exige o diploma de curso superior em jornalismo para o exerc&#237;cio da profiss&#227;o de jornalista e o registro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><strong></strong></p>
<p> <strong>
<p class="MsoNormal"><font face="Arial"></font></p>
<p> <font face="Arial">
<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal">O Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal-MPF &eacute; contra a obrigatoriedade do diploma para o exerc&iacute;cio da profiss&atilde;o de jornalista.&nbsp;Para o Fiscal da Lei o ponto principal &eacute; saber se a Constitui&ccedil;&atilde;o Federal recepcionou o Decreto-Lei n&ordm;&nbsp;972/69, que exige o diploma de curso superior em jornalismo para o exerc&iacute;cio da profiss&atilde;o de jornalista e o registro no &oacute;rg&atilde;o competente.&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal">Mas como exigir isso se a Constitui&ccedil;&atilde;o Federal de 1988 prev&ecirc; a liberdade do exerc&iacute;cio de qualquer trabalho, of&iacute;cio ou profiss&atilde;o, desde que atendidas &agrave;s qualifica&ccedil;&otilde;es profissionais que a lei estabelecer.&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal">Ocorre que essa restri&ccedil;&atilde;o &ndash; Conselhos e registro &ndash; diz respeito apenas &agrave;s profiss&otilde;es cujo exerc&iacute;cio exige conhecimentos t&eacute;cnicos espec&iacute;ficos. Mas o jornalismo &eacute; uma atividade intelectual sem especificidade, n&atilde;o exigido o diploma superior espec&iacute;fico e sequer diploma algum. Na realidade, requer mais talento e responsabilidade do que t&eacute;cnica propriamente dita. </p>
<p class="MsoNormal">Este racioc&iacute;nio se embasa na livre manifesta&ccedil;&atilde;o do pensamento, a qual &eacute; fundada na liberdade de express&atilde;o j&aacute; assegurada no atual Estado Democr&aacute;tico de Direito. A isso se soma o fato do jornalismo estar cada vez mais especializado, com t&eacute;cnicos escrevendo artigos e mat&eacute;rias jornal&iacute;sticas espec&iacute;ficas sobre sua forma&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica.</p>
<p class="MsoNormal">Mas para entender melhor a quest&atilde;o &eacute; preciso voltar &agrave; &eacute;poca da regulamenta&ccedil;&atilde;o da profiss&atilde;o de jornalista. O Decreto-Lei 972/69 foi conveniente para o controle exercido sobre as informa&ccedil;&otilde;es divulgadas pela imprensa durante o regime militar. </p>
<p class="MsoNormal">Mas no ordenamento legal atual vigora a regra da liberdade de profiss&atilde;o, de express&atilde;o e de informa&ccedil;&atilde;o. Eventuais limita&ccedil;&otilde;es s&oacute; devem existir caso haja interesse p&uacute;blico e sejam relevantes para o exerc&iacute;cio da profiss&atilde;o.</p>
<p class="MsoNormal">Aqueles que defendem a lei talvez sequer conhe&ccedil;am aquilo que vem antes dos artigos: &ldquo;Os ministros da <u>Marinha de Guerra</u>, do <u>Ex&eacute;rcito</u> e da <u>Aeron&aacute;utica Militar</u>, usando das atribui&ccedil;&otilde;es que lhes confere o artigo 3&ordm; <u>do Ato Institucional n&ordm; 16</u>, &#8230;, combinado com o &sect; <u>1&ordm; do artigo 2&ordm; do Ato Institucional n&ordm; 5</u>, &#8230;, decretam&rdquo;. Uma Lei baseada nos AI&rsquo;s pode ser levada a s&eacute;rio? Seria ela voltada para a informa&ccedil;&atilde;o ou apenas para servir para a manipula&ccedil;&atilde;o e controle por parte do status quo vigente?</p>
<p class="MsoNormal">A isso cabe apresentar o par&aacute;grafo 1&ordm; do artigo 220 da CF/88, o qual revela que nenhuma lei conter&aacute; dispositivo que possa constituir embara&ccedil;o &agrave; plena liberdade de informa&ccedil;&atilde;o jornal&iacute;stica em qualquer ve&iacute;culo de comunica&ccedil;&atilde;o, observando-se o disposto no artigo 5&ordm;. Ora, n&atilde;o &eacute; embara&ccedil;o exigir da pessoa que escreve um diploma?</p>
<p class="MsoNormal">Como a liberdade de imprensa est&aacute; protegida na Constitui&ccedil;&atilde;o, uma lei inferior &eacute; redundante e dispens&aacute;vel, ou ent&atilde;o serve para &ldquo;constranger&rdquo;, &ldquo;inibir&rdquo; e &ldquo;restringir&rdquo; a aplica&ccedil;&atilde;o desse princ&iacute;pio. N&atilde;o se pode restringir o direito de express&atilde;o por quaisquer meios destinados a impedir a comunica&ccedil;&atilde;o e a circula&ccedil;&atilde;o de id&eacute;ias e opini&otilde;es. Nesse sentido, no ano de 2006, o STF j&aacute; garantiu o exerc&iacute;cio da atividade jornal&iacute;stica aos que j&aacute; atuavam na profiss&atilde;o, independentemente de registro no Minist&eacute;rio do Trabalho ou de diploma de curso superior na &aacute;rea.</p>
<p class="MsoNormal">Se hoje eu voltasse a atuar como jornalista, algo que n&atilde;o me atrai dado o elevado grau de atrelamento e cerceamento da liberdade de imprensa no Estado, talvez n&atilde;o pudesse mais, embora possua registro como Jornalista Provisionado. Mesmo sendo graduado em  Engenharia Agron&ocirc;mica e com Mestrado em Desenvolvimento Regional e cursando Especializa&ccedil;&atilde;o. Mesmo tendo livro e artigos cient&iacute;ficos publicados em revistas, congressos e simp&oacute;sios.</p>
<p class="MsoNormal">Ao longo dos anos em que militei diretamente na garimpagem di&aacute;ria de mat&eacute;rias para jornais pude ver muitos que tentaram seguir esta profiss&atilde;o. Poucos ficaram. Nos 10 anos de milit&acirc;ncia me orgulho de n&atilde;o ter respondido a nenhum processo. E n&atilde;o foi por falta de encrencas, mas sim por eles n&atilde;o terem base para ajuizar as a&ccedil;&otilde;es.</p>
<p class="MsoNormal">Ser jornalista &eacute; como um sacerd&oacute;cio, onde somente aqueles que t&ecirc;m talento/dom devem atuar, independente de serem &lsquo;t&eacute;cnicos em comunica&ccedil;&atilde;o&rsquo; ou terem sido &lsquo;farquejados na faculdade da vida&rsquo;. O que importa &eacute; a responsabilidade e o conhecimento sobre o tema que se escreve. O resto ser&aacute; definido pelo mercado de trabalho. Isso n&atilde;o implica no fim das faculdades de comunica&ccedil;&atilde;o, mas sim da exig&ecirc;ncia do diploma para exercer a profiss&atilde;o. </p>
<p class="MsoNormal">Para encerrar: &ldquo;Pensei vagamente em estudar arquitetura, como todo o mundo. Acabaria como todos que eu conhe&ccedil;o que estudaram arquitetura, fazendo outra coisa. Poupei-me daquela outra coisa, mesmo que n&atilde;o tenha me formado em nada e acabado fazendo esta estranha outra coisa, que &eacute; dar palpites sobre todas as coisas&rdquo; (Luis Fernando Ver&iacute;ssimo, dispon&iacute;vel em http://www.pensador.info/frase/MTU0Njg/).</p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal">OBs. Com informa&ccedil;&otilde;es da subprocuradora-geral da Rep&uacute;blica Sandra Cureau, dispon&iacute;vel em <a href="http://ultimainstancia.uol.com.br/noticia/63149.shtml">http://ultimainstancia.uol.com.br/noticia/63149.shtml</a>.</p>
<p> </font></strong></p>
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		<title>Pelo fim do diploma para jornalistas</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Apr 2009 18:48:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>regispaiva</dc:creator>
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O Minist&#233;rio P&#250;blico Federal-MPF &#233; contra a obrigatoriedade do diploma para o exerc&#237;cio da profiss&#227;o de jornalista.&#160;Para o Fiscal da Lei o ponto principal &#233; saber se a Constitui&#231;&#227;o Federal recepcionou o Decreto-Lei n&#186;&#160;972/69, que exige o diploma de curso superior em jornalismo para o exerc&#237;cio da profiss&#227;o de jornalista e o registro no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><strong></strong></p>
<p> <strong>
<p class="MsoNormal">O Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal-MPF &eacute; contra a obrigatoriedade do diploma para o exerc&iacute;cio da profiss&atilde;o de jornalista.&nbsp;Para o Fiscal da Lei o ponto principal &eacute; saber se a Constitui&ccedil;&atilde;o Federal recepcionou o Decreto-Lei n&ordm;&nbsp;972/69, que exige o diploma de curso superior em jornalismo para o exerc&iacute;cio da profiss&atilde;o de jornalista e o registro no &oacute;rg&atilde;o competente.&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal">Mas como exigir isso se a Constitui&ccedil;&atilde;o Federal de 1988 prev&ecirc; a liberdade do exerc&iacute;cio de qualquer trabalho, of&iacute;cio ou profiss&atilde;o, desde que atendidas &agrave;s qualifica&ccedil;&otilde;es profissionais que a lei estabelecer.&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal">Ocorre que essa restri&ccedil;&atilde;o &ndash; Conselhos e registro &ndash; diz respeito apenas &agrave;s profiss&otilde;es cujo exerc&iacute;cio exige conhecimentos t&eacute;cnicos espec&iacute;ficos. Mas o jornalismo &eacute; uma atividade intelectual sem especificidade, n&atilde;o exigido o diploma superior espec&iacute;fico e sequer diploma algum. Na realidade, requer mais talento e responsabilidade do que t&eacute;cnica propriamente dita. </p>
<p class="MsoNormal">Este racioc&iacute;nio se embasa na livre manifesta&ccedil;&atilde;o do pensamento, a qual &eacute; fundada na liberdade de express&atilde;o j&aacute; assegurada no atual Estado Democr&aacute;tico de Direito. A isso se soma o fato do jornalismo estar cada vez mais especializado, com escrevendo artigos e mat&eacute;rias jornal&iacute;sticas espec&iacute;ficas sobre sua forma&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica.</p>
<p class="MsoNormal">Mas para entender melhor a quest&atilde;o &eacute; preciso voltar &agrave; &eacute;poca da regulamenta&ccedil;&atilde;o da profiss&atilde;o de jornalista. O Decreto-Lei 972/69 foi conveniente para o controle exercido sobre as informa&ccedil;&otilde;es divulgadas pela imprensa durante o regime militar. </p>
<p class="MsoNormal">Mas no ordenamento legal atual vigora a regra da liberdade de profiss&atilde;o, de express&atilde;o e de informa&ccedil;&atilde;o. Eventuais limita&ccedil;&otilde;es s&oacute; devem existir caso haja interesse p&uacute;blico e sejam relevantes para o exerc&iacute;cio da profiss&atilde;o.</p>
<p class="MsoNormal">Aqueles que defendem a lei talvez sequer conhe&ccedil;am aquilo que vem antes dos artigos: &ldquo;Os ministros da <u>Marinha de Guerra</u>, do <u>Ex&eacute;rcito</u> e da <u>Aeron&aacute;utica Militar</u>, usando das atribui&ccedil;&otilde;es que lhes confere o artigo 3&ordm; <u>do Ato Institucional n&ordm; 16</u>, &#8230;, combinado com o &sect; <u>1&ordm; do artigo 2&ordm; do Ato Institucional n&ordm; 5</u>, &#8230;, decretam&rdquo;. Uma Lei baseada nos AI&rsquo;s pode ser levada a s&eacute;rio? Seria ela voltada para a informa&ccedil;&atilde;o ou apenas para servir para a manipula&ccedil;&atilde;o por parte do status quo vigente?</p>
<p class="MsoNormal">A isso cabe apresentar o par&aacute;grafo 1&ordm; do artigo 220 da CF/88, o qual revela que nenhuma lei conter&aacute; dispositivo que possa constituir embara&ccedil;o &agrave; plena liberdade de informa&ccedil;&atilde;o jornal&iacute;stica em qualquer ve&iacute;culo de comunica&ccedil;&atilde;o, observando-se o disposto no artigo 5&ordm;. Ora, n&atilde;o &eacute; embara&ccedil;o exigir da pessoa que escreve um diploma?</p>
<p class="MsoNormal">Como a liberdade de imprensa est&aacute; protegida na Constitui&ccedil;&atilde;o, uma lei inferior &eacute; redundante e dispens&aacute;vel, ou serve &ldquo;constranger&rdquo;, &ldquo;inibir&rdquo; e &ldquo;restringir&rdquo; a aplica&ccedil;&atilde;o esse princ&iacute;pio. N&atilde;o se pode restringir o direito de express&atilde;o por quaisquer meios destinados a impedir a comunica&ccedil;&atilde;o e a circula&ccedil;&atilde;o de id&eacute;ias e opini&otilde;es. Nesse sentido, no ano de 2006, o STF garantiu o exerc&iacute;cio da atividade jornal&iacute;stica aos que j&aacute; atuavam na profiss&atilde;o, independentemente de registro no Minist&eacute;rio do Trabalho ou de diploma de curso superior na &aacute;rea.</p>
<p class="MsoNormal">Se hoje eu voltasse a atuar como jornalista, algo que n&atilde;o me atrai dado o elevado grau de atrelamento e cerceamento da liberdade de imprensa no Estado, talvez n&atilde;o pudesse mais, embora possua registro como Jornalista Provisionado. Mesmo sendo graduado em  Engenharia Agron&ocirc;mica e com Mestrado em Desenvolvimento Regional e cursando Especializa&ccedil;&atilde;o. Mesmo tendo livro e artigos cient&iacute;ficos publicados em revistas, congressos e simp&oacute;sios.</p>
<p class="MsoNormal">Ao longo dos anos em que militei diretamente na garimpagem di&aacute;ria de mat&eacute;rias para jornais pude ver muitos que tentaram seguir esta profiss&atilde;o. Poucos ficaram. Nos 10 anos de milit&acirc;ncia me orgulho de n&atilde;o ter respondido a nenhum processo. E n&atilde;o foi por falta de encrencas, mas por eles n&atilde;o terem base para entrar com as a&ccedil;&otilde;es.</p>
<p class="MsoNormal">Ser jornalista &eacute; como um sacerd&oacute;cio, onde somente aqueles que t&ecirc;m talento/dom devem atuar, independente de serem &lsquo;t&eacute;cnicos em comunica&ccedil;&atilde;o&rsquo; ou terem sido farquejados na escola da vida. O que importa &eacute; a responsabilidade e o conhecimento sobre o tema em que se escreve. O resto ser&aacute; definido pelo mercado de trabalho. Isso n&atilde;o implica no fim das faculdades de comunica&ccedil;&atilde;o, mas sim da exig&ecirc;ncia do diploma para exercer a profiss&atilde;o. </p>
<p class="MsoNormal">Para encerrar: &ldquo;Pensei vagamente em estudar arquitetura, como todo o mundo. Acabaria como todos que eu conhe&ccedil;o que estudaram arquitetura, fazendo outra coisa. Poupei-me daquela outra coisa, mesmo que n&atilde;o tenha me formado em nada e acabado fazendo esta estranha outra coisa, que &eacute; dar palpites sobre todas as coisas&rdquo; (Luis Fernando Ver&iacute;ssimo, dispon&iacute;vel em http://www.pensador.info/frase/MTU0Njg/).</p>
<p class="MsoNormal">OBs. Com informa&ccedil;&otilde;es da subprocuradora-geral da Rep&uacute;blica Sandra Cureau, dispon&iacute;vel em <a href="http://regispaiva.my1blog.com/wp-admin/null">http://ultimainstancia.uol.com.br/noticia/63149.shtml</a>.</p>
<p> </strong></p>
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		<title>A volta de Torquemada</title>
		<link>http://regispaiva.my1blog.com/2009/03/31/a-volta-de-torquemada/</link>
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		<pubDate>Tue, 31 Mar 2009 18:19:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>regispaiva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem  Categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[A nossa jovem Constitui&#231;&#227;o Federal em vigor, que neste ano completa 21 anos de exist&#234;ncia tem problemas. N&#227;o &#233; perfeita, mas mesmo assim trouxe v&#225;rias inova&#231;&#245;es legais e resgatou outras, estas suprimidas por Constitui&#231;&#245;es impostas.
Uma das partes mais bonitas da nossa recente Carta Magna pode ser vista j&#225; em seu Pre&#226;mbulo: assegurar o exerc&#237;cio dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><font face="verdana,geneva" size="3">A nossa jovem Constitui&ccedil;&atilde;o Federal em vigor, que neste ano completa 21 anos de exist&ecirc;ncia tem problemas. N&atilde;o &eacute; perfeita, mas mesmo assim trouxe v&aacute;rias inova&ccedil;&otilde;es legais e resgatou outras, estas suprimidas por Constitui&ccedil;&otilde;es impostas.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="verdana,geneva" size="3">Uma das partes mais bonitas da nossa recente Carta Magna pode ser vista j&aacute; em seu Pre&acirc;mbulo: assegurar o exerc&iacute;cio dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a igualdade e a justi&ccedil;a como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos; com a solu&ccedil;&atilde;o pac&iacute;fica das controv&eacute;rsias. </font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="verdana,geneva" size="3">No art. 5&ordm;, a CF revela que &eacute; livre a manifesta&ccedil;&atilde;o do pensamento e que &eacute;&nbsp; (VI) inviol&aacute;vel a liberdade de consci&ecirc;ncia e de cren&ccedil;a. Da mesma forma (VII) ningu&eacute;m ser&aacute; privado de direitos por motivo de cren&ccedil;a religiosa ou de convic&ccedil;&atilde;o filos&oacute;fica ou pol&iacute;tica. A import&acirc;ncia do pensamento religioso &eacute; t&atilde;o grande que at&eacute; (Art. 143) o servi&ccedil;o militar &eacute; obrigat&oacute;rio, mas ressalva: aos que alegarem imperativo de consci&ecirc;ncia por cren&ccedil;a religiosa e de convic&ccedil;&atilde;o filos&oacute;fica ou pol&iacute;tica.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="verdana,geneva" size="3">Se temos tanto respeito pela pluralidade religiosa, como pode um partido cogitar a hip&oacute;tese de excluir um filiado de seus quadros por este seguir os ditames de sua cren&ccedil;a?</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="verdana,geneva" size="3">Pelas not&iacute;cias que nos chegam, o Pastor e deputado federal Henrique Afonso (PT-AC) est&aacute; sendo enquadrado na Comiss&atilde;o de &Eacute;tica. O motivo? Ser contra o aborto. Esse ponto de vista tem origem em sua forma&ccedil;&atilde;o religiosa.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="verdana,geneva" size="3">Ora, ao questionar o deputado por se posicionar contra este assunto ap&oacute;s o partido ter fechado quest&atilde;o sobre o tema (a favor do aborto), o Partido dos Trabalhadores comete uma viol&ecirc;ncia contra constitui&ccedil;&atilde;o, pois pretende enquadrar o deputado e, quem sabe, expulsar o parlamentar.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="verdana,geneva" size="3">O fato &eacute; complexo e defender ou n&atilde;o o aborto n&atilde;o &eacute; o fato. O que est&aacute; em quest&atilde;o &eacute; a consci&ecirc;ncia religiosa, seja dele ou de qualquer outro cidad&atilde;o. Mesmo sendo um Estado laico temos para com a cren&ccedil;a religiosa um respeito constitucional.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="verdana,geneva" size="3">Se a cren&ccedil;a do cidad&atilde;o deve ser levada em considera&ccedil;&atilde;o a tal ponto de constar na Constitui&ccedil;&atilde;o, como pode um partido pol&iacute;tico se arvorar em &lsquo;Torquemada&rsquo; e perseguir o pensamento religioso discordante da maioria?</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="verdana,geneva" size="3">Se o deputado &eacute; contra princ&iacute;pios levantados pelo partido, fazendo o uso da livre a manifesta&ccedil;&atilde;o do pensamento fundada em inviol&aacute;vel liberdade de cren&ccedil;a n&atilde;o est&aacute; incorrendo em erro ou ilegalidade. Ademais, sendo, ao menos para os religiosos, a Lei Divina superior a lei dos homens, entre esta e aquela se fica com a maior.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="verdana,geneva" size="3">N&atilde;o tenho procura&ccedil;&atilde;o de Henrique para defend&ecirc;-lo. &Eacute; bastante prov&aacute;vel que ele sequer lembre-se de mim, pois nos conhecemos no final dos anos 80, na UFAC. Nesta &eacute;poca nutria eu simpatia pelo PC do B, partido ao qual ele era filiado, enquanto faz&iacute;amos das nossas no movimento estudantil. </font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="verdana,geneva" size="3">N&atilde;o sou da mesma corrente religiosa que o parlamentar. Mas da mesma forma como o defendo neste artigo, defendo o direito ao culto do umbandista, do mu&ccedil;ulmano, do Hare Krishna, esp&iacute;rita, seicho-no-ie, budista e outros. </font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="verdana,geneva" size="3">Ningu&eacute;m deve ser punido por expressar sua cren&ccedil;a, mesmo que isso contrarie a opini&atilde;o de alguns ou vontade de outros. Os casos pol&ecirc;micos devem ser resolvidos pela consci&ecirc;ncia do cidad&atilde;o. E quem poder&aacute; dizer que ao seguir sua consci&ecirc;ncia religiosa estar&aacute; incorrendo em erro?</font></p>
<p class="MsoNormal"><font size="3"><font face="verdana,geneva">Ao intentar contra consci&ecirc;ncia do deputado, o Partido dos Trabalhadores pode estar jogando o parlamentar (e seu mandato) nos bra&ccedil;os de outro partido por conta da inquisi&ccedil;&atilde;o movida. Se Henrique arg&uuml;ir a viola&ccedil;&atilde;o ao seu direito constitucional estar&aacute; protegido. Entendo que a Lei Maior deve ser respeita e, se poss&iacute;vel, buscar-se a solu&ccedil;&atilde;o pac&iacute;fica da controv&eacute;rsia, respeitando o direito. Se isso n&atilde;o acontecer, est&aacute; aberto o caminho para a ressurrei&ccedil;&atilde;o de Tom&aacute;s de Torquemada (inquisidor-geral dos reinos de Castela e Arag&atilde;o. * Valladolid, 1420 + &Aacute;vila, 1498).</font></font></p>
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		<title>Pela vida</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Mar 2009 19:07:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>regispaiva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pessoal]]></category>

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Eluana Englaro, aos 17 anos Fonte: Reuters




 Aqueles que me conhecem sabem de minha predile&#231;&#227;o por escrever ap&#243;s a poeira de algum assunto reduzir seus efeitos e permitir uma an&#225;lise mais limpa do tema. O tema que abordo agora &#233; relativo &#224; eutan&#225;sia. Ainda no calor das not&#237;cias escrevi duas cr&#244;nicas (http://cronicasdoacre.zip.net/), tentando entender os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<table cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%">
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<p class="MsoNormal">Eluana Englaro, aos 17 anos Fonte: Reuters</p>
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</tr>
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<p> <font size="4">Aqueles que me conhecem sabem de minha predile&ccedil;&atilde;o por escrever ap&oacute;s a poeira de algum assunto reduzir seus efeitos e permitir uma an&aacute;lise mais limpa do tema. O tema que abordo agora &eacute; relativo &agrave; eutan&aacute;sia. Ainda no calor das not&iacute;cias escrevi duas cr&ocirc;nicas (http://cronicasdoacre.zip.net/), tentando entender os dois lados da situa&ccedil;&atilde;o. Hoje vamos colocar nosso ponto de vista sobre o tema.</font>
<p class="MsoNormal"><font size="4">No dia sete de mar&ccedil;o de 2009, os m&eacute;dicos da cl&iacute;nica La Quiete, da cidade de Udine &#8211; It&aacute;lia, iniciaram a suspens&atilde;o da alimenta&ccedil;&atilde;o e a hidrata&ccedil;&atilde;o de Eluana Englaro, ent&atilde;o com 37 anos e h&aacute; 17 anos em estado vegetativo por conta de um acidente de carro. Os especialistas esperavam que a morte devesse ocorrer entre 10 e 21 dias, dependendo da resist&ecirc;ncia f&iacute;sica da paciente. Os pr&oacute;prios m&eacute;dicos disseram que o &oacute;bito seria, na pr&aacute;tica, por inani&ccedil;&atilde;o (fome) e de desidrata&ccedil;&atilde;o (sede). Por&eacute;m a morte foi constatada somente dois dias ap&oacute;s (9).</font></p>
<p class="MsoNormal"><font size="4">Para poder realizar a eutan&aacute;sia, o pai da jovem, Beppino Englaro, obteve senten&ccedil;a neste sentido ainda em 2008. Isso permitiu a retirada das sondas que a mantinham viva. &quot;Para n&oacute;s, ela est&aacute; morta desde 18 de janeiro de 1992&quot;, disse Beppino.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font size="4">O caso de Eluana me lembrou outro, ainda em meados dos anos 70 e na minha inf&acirc;ncia. Karen Ann Quinlan, tinha 22 anos de idade, em 15/04/75 quando entrou na emerg&ecirc;ncia do Newton Memorial Hospital, de New Jersey/EUA, em estado de coma, de etiologia nunca esclarecida. Na &eacute;poca o fato fora creditado a overdose de coca&iacute;na e &aacute;lcool.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font size="4">Os pais adotivos, Joseph e Julia Quinlan, tendo as informa&ccedil;&otilde;es da irreversibilidade do caso, solicitaram, em 01/08/75, a retirada do respirador. Em 31/03/76, a Suprema Corte de New Jersey concedeu, por sete votos a zero, o direito da fam&iacute;lia em solicitar o desligamento dos equipamentos de suporte extraordin&aacute;rios. Ap&oacute;s isto, a paciente sobreviveu mais nove anos, sem o respirador. Tamb&eacute;m n&atilde;o houve melhora no seu estado neurol&oacute;gico. Morreu quando chegou a hora.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font size="4">Em cinco de outubro de 2005 um italiano, Salvatore Crisafulli, acordou de um coma profundo que passou durante quase dois anos. Ele era tido como um caso perdido pelos m&eacute;dicos. Salvatore despertou dizendo ter ouvido e entendido tudo o que se passava ao redor durante o drama. Em 02 de junho de 2007 um polon&ecirc;s, Jan Grzebski, acordou do coma ap&oacute;s permanecer neste estado por 19 anos, depois de ter sido atropelado por um trem. O fato surpreendeu os m&eacute;dicos. Estes dois driblaram a morte.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font size="4">N&atilde;o concordo com o prolongamento desnecess&aacute;rio da vida por conta de aparelhos e equipamentos de manuten&ccedil;&atilde;o artificial ou mesmo devido ao uso de medicamentos para isso. Acho que for&ccedil;ar algu&eacute;m a ficar vivo &eacute; tortura, mesmo que a v&iacute;tima n&atilde;o esteja consciente, em estado de coma. Neste caso, sou pela suspens&atilde;o. Mas ap&oacute;s isso, se houver ainda vida no corpo, defendo que esta seja mantida pelas formas normais, ou seja como alimenta&ccedil;&atilde;o.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font size="4">Na minha parca e pessoal vis&atilde;o entendo que a suspens&atilde;o da alimenta&ccedil;&atilde;o &eacute; um homic&iacute;dio, uma viol&ecirc;ncia. E tudo contra algu&eacute;m que n&atilde;o pode, ao menos naquele instante, se manifestar e depende de outros. Concordo com os m&eacute;dicos italianos do caso Eluana: morte por inani&ccedil;&atilde;o. </font></p>
<p class="MsoNormal"><font size="4">N&atilde;o posso dizer que faria isto ou aquilo pois n&atilde;o estive na situa&ccedil;&atilde;o de Beppino. Apenas posso dizer que <strong><u>hoje </u></strong>eu continuaria com a alimenta&ccedil;&atilde;o. Hoje eu teria feito como os pais adotivos de Karen Ann Quinlan: desligue os aparelhos, mas mantenha a alimenta&ccedil;&atilde;o. Amanh&atilde;, se acontecer, n&atilde;o sei. Se a filha virou um beb&ecirc;, cuja alimenta&ccedil;&atilde;o e higiene dependem dos outros, isso &eacute; o servi&ccedil;o dos pais. E ningu&eacute;m disse ser isso tarefa f&aacute;cil.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font size="4">Espero n&atilde;o ter de passar por uma situa&ccedil;&atilde;o destas. Tamb&eacute;m n&atilde;o serei eu a acusar Beppino por sua decis&atilde;o, pois ele vivenciou uma experi&ecirc;ncia pela qual nenhum de n&oacute;s gostaria de passar. S&oacute; entendo que a retirada da alimenta&ccedil;&atilde;o &eacute; uma forma muito cruel de se realizar a eutan&aacute;sia. Se for para matar, melhor o m&eacute;todo Kevorkian (http://pt.wikipedia.org/wiki/Jack_Kevorkian), do qual eu discordo, mas entendo.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font size="4">&ldquo;<em>E que cada um cumpra a medida de sua cria&ccedil;&atilde;o</em>&rdquo;.</font></p>
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		<title>AgronegÃ³cio: uma questÃ£o de oferta e procura</title>
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		<pubDate>Thu, 29 May 2008 17:57:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>regispaiva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem  Categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Nos &#250;ltimos meses temos sido alertados sobre os efeitos de uma infla&#231;&#227;o elevada sobre os produtos agr&#237;colas, notadamente os alimentares. Este crescimento dos pre&#231;os teria como um de seus motores o avan&#231;o dos biocombust&#237;veis. Um estudo publicado conjuntamente pela Organiza&#231;&#227;o para Coopera&#231;&#227;o e Desenvolvimento Econ&#244;mico (OCDE) e a Organiza&#231;&#227;o das Na&#231;&#245;es Unidas para Agricultura e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="3">Nos &uacute;ltimos meses temos sido alertados sobre os efeitos de uma infla&ccedil;&atilde;o elevada sobre os produtos agr&iacute;colas, notadamente os alimentares. Este crescimento dos pre&ccedil;os teria como um de seus motores o avan&ccedil;o dos biocombust&iacute;veis. Um estudo publicado conjuntamente pela Organiza&ccedil;&atilde;o para Coopera&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Econ&ocirc;mico (OCDE) e a Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para Agricultura e Alimenta&ccedil;&atilde;o (FAO) diz que o drama deve se manter at&eacute; 2017. </font>
<p class="MsoNormal"><font size="3">Segundo estas previs&otilde;es, os pre&ccedil;os do a&ccedil;&uacute;car bruto e refinado devem aumentar em 30%. A carne bovina e de porco deve registrar alta de 20% at&eacute; 2017. O trigo, o milho e o leite desnatado em p&oacute; devem aumentar de 40% a 60% no per&iacute;odo.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font size="3">Um dos pontos que devem ser discutido e que o relat&oacute;rio n&atilde;o leva em considera&ccedil;&atilde;o &eacute; participa&ccedil;&atilde;o das &lsquo;vovozinhas&rsquo; americanas neste jogo. Traduzindo, os fundos de investimentos, catapultados por fundos de pens&atilde;o, est&atilde;o entrando no jogo das <em>commodities</em> e comprando e vendendo alimentos e minerais nos mercados futuros. A briga tem sido t&atilde;o s&eacute;ria que o volume negociado &eacute; muito maior que a quantidade produzida. Ou seja, negocia-se virtualmente uma produ&ccedil;&atilde;o inexistente e que sequer ser&aacute; produzida, tudo em fun&ccedil;&atilde;o da especula&ccedil;&atilde;o. Uma quest&atilde;o de mercado desregulado e entregue a si pr&oacute;pria para a fiscaliza&ccedil;&atilde;o, onde os poucos donos do capital ganham &agrave; custa da vida de uma massa de desvalidos monet&aacute;rios.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font size="3">Assim, juntando a este cadinho de problemas a possibilidade de China e &Iacute;ndia estarem comendo (n&atilde;o mais, mas apenas agora comendo), t&ecirc;m-se, naturalmente, uma press&atilde;o sobre o mercado de alimentos. Uma das maiores leis do mercado &eacute; de que aumentada a procura sem o correspondente na produ&ccedil;&atilde;o, gera aumento de pre&ccedil;os sobre o produto desejado. &Eacute; claro que se houver substitutos poss&iacute;veis o impacto ser&aacute; menor ou, ainda se o material desejado n&atilde;o for de primeira necessidade (n&atilde;o &eacute; o caso dos alimentos b&aacute;sicos).</font></p>
<p class="MsoNormal"><font size="3">Mas um fato que parece passar despercebido ocorre exatamente por conta das mudan&ccedil;as na press&atilde;o exercida na ponta consumidora. Com o aumento dos pre&ccedil;os pela demanda aquecida, come&ccedil;a a haver um aumento do interesse do produtor em ampliar ou mesmo mudar o tipo de alimento produzido. Assim, se os alimentos b&aacute;sicos tiverem seus pre&ccedil;os elevados, os produtores de cana-de-a&ccedil;&uacute;car, soja e pecuaristas v&atilde;o mudar de foco. Nas condi&ccedil;&otilde;es atuais de produ&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o &eacute; muito dif&iacute;cil (ao menos para produtores capacitados) adquirir novos equipamentos ou, em certos casos, calibr&aacute;-los. Este &uacute;ltimo &eacute; o caso das plantadeiras e colhedeiras.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font size="3">Para isso se confirmar, &eacute; preciso apenas que as expectativas sejam favor&aacute;veis por per&iacute;odo de tempo que justifique o investimento e promova retornos maiores do que isso. No Brasil, &eacute; sabido tamb&eacute;m haver uma grande quantidade de terras ociosas, cuja entrada em produ&ccedil;&atilde;o pode se dar em um prazo relativamente curto. Logo, a resposta a uma maior demanda vir&aacute; em uma ou duas safras.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font size="3">&Eacute; claro que o problema do trigo &eacute; um fato &agrave; parte, pois o pa&iacute;s &eacute; dependente de importa&ccedil;&otilde;es. Mas mesmo neste, a ser real a previs&atilde;o da ONU, como s&atilde;o cerca de 10 anos, &eacute; poss&iacute;vel se aplicar recursos em pesquisa para tentar reduzir esta depend&ecirc;ncia. Por&eacute;m, os resultados demorariam no m&iacute;nimo cinco anos, pois a pesquisa neste setor esta parada desde os anos 90.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font size="3">Com a amplia&ccedil;&atilde;o dos investimentos na agricultura, haver&aacute; uma maior gera&ccedil;&atilde;o de empregos, pois &eacute; o setor que mais onde os investimentos t&ecirc;m a maior resposta em termos de abertura de novas vagas. Este &eacute; o crescimento por sobre a infla&ccedil;&atilde;o, sendo que neste caso esta age estimulando a produ&ccedil;&atilde;o e pode at&eacute; ser ben&eacute;fica, se administrada.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font size="3">Mas tudo pode ser contido e destru&iacute;do se o Banco Central ampliar a taxa de juros e Real continuar se valorizando. Assim, at&eacute;m mesmo na agricultura, estaremos gerando empregos no exterior (que podem vir rapidamente da Bol&iacute;via e do Paraguai). E outro fator &eacute; a desregulamenta&ccedil;&atilde;o da atua&ccedil;&atilde;o nos mercados futuros, onde o jogo pesado de especuladores pode destruir uma economia baseada em <em>commodities</em>. Mas estes dados&nbsp; s&atilde;o fundamentos da liberalidade econ&ocirc;mica (se o pre&ccedil;o local &eacute; alto, importa-se), cujos resultados tem sido a transfer&ecirc;ncia de riquezas do Brasil para o exterior (vide a deteriora&ccedil;&atilde;o da balan&ccedil;a de pagamentos e do saldo comercial).</font></p>
<p class="MsoNormal"><font size="3">R&eacute;gis Paiva, Eng. Agr. MSc</font></p>
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