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	<title>Coisas da Amazônia</title>
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	<description>O seu Novo Blog no My1blog.com</description>
	<pubDate>Fri, 28 Nov 2008 20:14:16 +0000</pubDate>
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		<title>A força do palito</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Nov 2008 19:44:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>regispaiva</dc:creator>
		
	<category>Sem  Categoria</category>
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		<description><![CDATA[    
Ao longo destes meus 27 anos de Acre sempre mantive contato pr&#243;ximo com o setor rural, ainda que de terra n&#227;o tenha mais que uns poucos metros quadrados onde resido. Por conta disso aprendi muitas coisas com as pessoas que aqui t&#234;m suas vidas e os seus antepassados.
Nessa linha, nos dizem [...]]]></description>
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<p class="MsoNormal">Ao longo destes meus 27 anos de Acre sempre mantive contato pr&oacute;ximo com o setor rural, ainda que de terra n&atilde;o tenha mais que uns poucos metros quadrados onde resido. Por conta disso aprendi muitas coisas com as pessoas que aqui t&ecirc;m suas vidas e os seus antepassados.</p>
<p class="MsoNormal">Nessa linha, nos dizem os antigos que o per&iacute;odo certo para a queima do ro&ccedil;ado, para uma boa limpeza do solo, deve se dar entre os &lsquo;finalmentes&rsquo; de agosto at&eacute; meados de setembro (alguns consideram at&eacute; o final deste). Caso a a&ccedil;&atilde;o seja feita posteriormente, h&aacute; o risco de chuvas e o apodrecimento da mat&eacute;ria org&acirc;nica, com a perda do &lsquo;facho&rsquo;, sem o qual n&atilde;o haver&aacute; queima dos troncos.</p>
<p class="MsoNormal">&Eacute; claro que existem t&eacute;cnicas mais modernas e com menor impacto para o solo em caso de uso agr&iacute;cola. Mas, como disse certa vez a uma autoridade, todo o servi&ccedil;o ser&aacute; feito de acordo com sua disponibilidade de recursos, podendo ser feito com ouro, prata, bronze, lata ou pl&aacute;stico. Para cada servi&ccedil;o, um pre&ccedil;o e um resultado.</p>
<p class="MsoNormal">Sem entrar no m&eacute;rito da perda da vida e mat&eacute;ria org&acirc;nica depositada no solo ao longo dos anos na condi&ccedil;&atilde;o de floresta ou mesmo a compacta&ccedil;&atilde;o da superf&iacute;cie, &eacute; preciso dizer que a cinza gerada na queima ir&aacute; alterar para cima os valores de acidez, melhorando nesse aspecto a fertilidade. Isso sem falar em outros nutrientes que ser&atilde;o tamb&eacute;m depositados. Com pH maior, a planta se desenvolve melhor e o que restar de mat&eacute;ria org&acirc;nica ser&aacute; melhor metabolizado. </p>
<p class="MsoNormal">Aquilo que a ci&ecirc;ncia j&aacute; sabe hoje com estudos de laborat&oacute;rios, a popula&ccedil;&atilde;o j&aacute; sabia por experi&ecirc;ncia. Os &lsquo;antigos&rsquo; sabiam que uma &aacute;rea rec&eacute;m desmatada tem alta produ&ccedil;&atilde;o no primeiro ano, cai no segundo e fica m&iacute;nima a partir do terceiro. </p>
<p class="MsoNormal">Em meados dos anos noventa acompanhamos um experimento com queimadas em capim em &aacute;reas da UFAC. Os alunos que fizeram o projeto constataram que ap&oacute;s per&iacute;odo de veda&ccedil;&atilde;o (sem corte ou pastejo) a queima significou os seguintes resultados no pH: subiu no primeiro ano, voltou ao n&iacute;vel inicial no segundo e no terceiro ficou mais &aacute;cido que no primeiro. Resguardadas as propor&ccedil;&otilde;es entre o pasto e a floresta, o resultado &eacute; praticamente o mesmo.</p>
<p class="MsoNormal">Assim, o produtor derruba e usa durante dois anos e depois abandona para esperar a recomposi&ccedil;&atilde;o da mat&eacute;ria org&acirc;nica no solo e acima dele, de forma a reiniciar o processo ap&oacute;s alguns anos.</p>
<p class="MsoNormal">Hoje, aqui no Acre, se fala em mecaniza&ccedil;&atilde;o e uso de tecnologias alternativas. Aqui fa&ccedil;o como j&aacute; fiz em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; &lsquo;op&ccedil;&atilde;o pelo boi&rsquo;, pois j&aacute; perguntava isso nos meus tempos de gradua&ccedil;&atilde;o: Sabe qual a diferen&ccedil;a de um trator e um palito de f&oacute;sforo? Reposta: use os dois para limpar a terra e ver&aacute;. &Eacute; claro que voc&ecirc; ir&aacute; me recitar todos os problemas ecol&oacute;gicos e ambientais (redund&acirc;ncia necess&aacute;ria), mas s&oacute; acredito em seus argumentos quando voc&ecirc; puder explicar a um pequeno produtor familiar analfabeto (de incont&aacute;veis gera&ccedil;&otilde;es de analfabetos), descapitalizado e isolado pelas condi&ccedil;&otilde;es locais de infra-estrutura, que ele precisar arranjar outros meios para produzir sua sobreviv&ecirc;ncia.</p>
<p class="MsoNormal">A for&ccedil;a do palito de f&oacute;sforo vencendo o trator e as tecnologias &eacute; algo quase incomensur&aacute;vel. Nem mesmo as proibi&ccedil;&otilde;es do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Estadual em tentar obrigar - pensei que s&oacute; Juiz podia proibir - o rur&iacute;cola a queimar em outubro, quando ele sabe que n&atilde;o dar&aacute; certo, funcionaram. Ele, o agricultor, se rebela e, sem saber, usa o princ&iacute;pio legal do &lsquo;estado de necessidade&rsquo; para poder manter seu sustento e de sua fam&iacute;lia, pois sem a produ&ccedil;&atilde;o feita em moldes para l&aacute; de antiquados, n&atilde;o sobrevive.</p>
<p class="MsoNormal">N&atilde;o defendo as queimadas por saber de seus efeitos nefastos, mas s&oacute; vou ser a favor de sua proibi&ccedil;&atilde;o para os pequenos quando forem oferecidas reais condi&ccedil;&otilde;es para que eles possam sair desta forma pr&eacute;-hist&oacute;rica de limpeza do solo. At&eacute; defendo a for&ccedil;a do palito, mas limitada aos pequenos. Se quiserem parar com isso ofere&ccedil;am as condi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias (recursos, capacita&ccedil;&atilde;o e equipamentos). At&eacute; l&aacute;, respeite a vida de quem vive e trabalha na terra.</p>
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		<title>A monolética</title>
		<link>http://regispaiva.my1blog.com/2008/09/30/a-monoletica/</link>
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		<pubDate>Tue, 30 Sep 2008 19:13:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>regispaiva</dc:creator>
		
	<category>Sem  Categoria</category>
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		<description><![CDATA[  
Como &#233; do conhecimento de todos, tenho uma paix&#227;o pela UFAC. Tudo est&#225; justificado nesses 22 anos de idas e vindas, entre gradua&#231;&#227;o e p&#243;s-gradua&#231;&#227;o. Mas um fato sempre me chamou a aten&#231;&#227;o aqui: o pouco espa&#231;o para o debate. Mesmo sendo na Academia onde deveria se dar a discuss&#227;o das id&#233;ias, na [...]]]></description>
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<p class="MsoNormal"><font face="arial,helvetica,sans-serif" size="3">Como &eacute; do conhecimento de todos, tenho uma paix&atilde;o pela <a href="http://www.ufac.br/">UFAC</a>. Tudo est&aacute; justificado nesses 22 anos de idas e vindas, entre gradua&ccedil;&atilde;o e p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o. Mas um fato sempre me chamou a aten&ccedil;&atilde;o aqui: o pouco espa&ccedil;o para o debate. Mesmo sendo na <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Academia">Academia</a> onde deveria se dar a discuss&atilde;o das id&eacute;ias, na UFAC isso tem ocorrido pouco&ccedil;. Ou talvez bem menos do que deveria.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="arial,helvetica,sans-serif" size="3">Inicialmente vou me valer da internet, mais precisamente da Wikipedia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Dial%C3%A9tica) e do descarado &lsquo;ctrl&rsquo; &lsquo;C&rsquo; &gt; &lsquo;ctrl&rsquo; &lsquo;V&rsquo;, at&eacute; por ser um facilitador para adentrar no tema e para checagem. Pe&ccedil;o que desculpem meu pouco conhecimento de filosofia e, quem sabe, alguma distor&ccedil;&atilde;o no pensamento. </font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="arial,helvetica,sans-serif" size="3">Inicialmente<strong> </strong>vamos clarear as id&eacute;ias sobre o que &eacute; <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dial%C3%A9tica">Dial&eacute;tica</a>. Na Gr&eacute;cia Antiga era a arte do di&aacute;logo, da contraposi&ccedil;&atilde;o e contradi&ccedil;&atilde;o de id&eacute;ias que leva a outras id&eacute;ias. Com o tempo passou a ser a arte de demonstrar uma tese por meio de uma argumenta&ccedil;&atilde;o capaz de definir e distinguir claramente os conceitos envolvidos na discuss&atilde;o. &Eacute; a t&eacute;cnica de perguntar, responder e refutar.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="arial,helvetica,sans-serif" size="3"><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Plat%C3%A3o">Plat&atilde;o</a> considerava que apenas atrav&eacute;s do di&aacute;logo o fil&oacute;sofo deve procurar atingir o verdadeiro conhecimento, partindo do mundo sens&iacute;vel e chegando ao mundo das id&eacute;ias. Pela decomposi&ccedil;&atilde;o e investiga&ccedil;&atilde;o racional de um conceito, chega-se a uma s&iacute;ntese, que tamb&eacute;m deve ser examinada, num processo infinito que busca a verdade.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="arial,helvetica,sans-serif" size="3">Os elementos do esquema b&aacute;sico do M&eacute;todo Dial&eacute;tico s&atilde;o a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tese" title="Tese">tese</a>, a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%ADtese" title="Ant&iacute;tese">ant&iacute;tese</a> e a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADntese" title="S&iacute;ntese">s&iacute;ntese</a>. A tese &eacute; uma afirma&ccedil;&atilde;o ou situa&ccedil;&atilde;o inicialmente dada. A ant&iacute;tese &eacute; uma oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; tese. Do conflito entre tese e ant&iacute;tese surge a s&iacute;ntese, que &eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o nova que carrega dentro de si elementos resultantes desse embate. A s&iacute;ntese, ent&atilde;o, torna-se uma nova tese, que contrasta com uma nova ant&iacute;tese gerando uma nova s&iacute;ntese, em um processo em cadeia infinito. Por enquanto nos bastam estas explica&ccedil;&otilde;es.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="arial,helvetica,sans-serif" size="3">Mas apesar de ser uma forma de pensamento quase un&acirc;nime dentro da academia, quem se &lsquo;<em>astreve</em>&rsquo; a tentar implementa-la corre o risco de ser banido e tornar-se um paria dentro da institui&ccedil;&atilde;o. &Eacute;, pois aqui quem se insurge contra uma corrente de pensamento ou grupos &eacute; exclu&iacute;do. N&atilde;o pode haver contradit&oacute;rio.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="arial,helvetica,sans-serif" size="3">A quest&atilde;o n&atilde;o passa apenas pela quest&atilde;o acad&ecirc;mica, mas perpassa as a&ccedil;&otilde;es e permeia as elei&ccedil;&otilde;es e consultas, chegando aos setores de trabalho. N&atilde;o somos mais separados pelos nossos ideais e id&eacute;ias, mas pela vontade dos caciques dos grupos.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="arial,helvetica,sans-serif" size="3">Se voc&ecirc; &eacute; marxista, ser&aacute; destru&iacute;do pelos neo-liberais. Se voc&ecirc; &eacute; criacionista, ser&aacute; atacado pelos evolucionistas. Se voc&ecirc; &eacute; ateu, ser&aacute; malhado pelos fan&aacute;ticos.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="arial,helvetica,sans-serif" size="3">Se na revolu&ccedil;&atilde;o francesa se valorizou as diferen&ccedil;as (<em>vive la difference</em>), a a&ccedil;&atilde;o seguinte da nobreza volveu ao que estava antes. Aqui s&oacute; se faz isso. S&oacute; o depois tem sido regra.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="arial,helvetica,sans-serif" size="3">Em muitas salas de aula o que se tem visto &eacute; somente a opini&atilde;o do professor. Nos setores de trabalho, vale apenas a opini&atilde;o do chefe (ainda que esta possa ser totalmente errada). &Eacute; claro que ouvir n&atilde;o significa seguir e nem sempre a opini&atilde;o da maioria &eacute; a correta. Mas se negar &agrave; contesta&ccedil;&atilde;o e ao contradit&oacute;rio n&atilde;o &eacute; cient&iacute;fico. &Eacute; burrice.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="arial,helvetica,sans-serif" size="3">Mas, partindo para os &lsquo;finalmentes&rsquo;, voltamos (&ocirc;xe, vai e volta) &agrave; Wikip&eacute;dia, onde l&ecirc;-mos: Di&aacute;logo &eacute; uma conversa&ccedil;&atilde;o estabelecida entre duas ou mais pessoas. Um mon&oacute;logo &eacute; uma longa fala ou <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Discurso" title="Discurso">discurso</a> pronunciado por uma &uacute;nica pessoa ou <a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Enunciador&amp;action=edit&amp;redlink=1" title="Enunciador (ainda n&atilde;o escrito)">enunciador</a>. (radicais gregos monos-um + logos -<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Palavra" title="Palavra">palavra</a>).</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="arial,helvetica,sans-serif" size="3">Como base nesses proleg&oacute;menos,<strong> </strong>vemos que existem muitos setores da Academia que n&atilde;o optam pela cientificidade do contradit&oacute;rio, mas seguem a vers&atilde;o mais truculenta da imposi&ccedil;&atilde;o e do cerceamento da discuss&atilde;o. Estes ditadores, sejam eles os &lsquo;chefetes&rsquo; ou &lsquo;professoretes&rsquo;, est&atilde;o mais para os ditadores a la <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Idi_Amin">Idi Amin Dada</a>  do que para fil&oacute;sofos do quilate de um Plat&atilde;o ou <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%B3crates">S&oacute;crates</a>.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="arial,helvetica,sans-serif" size="3">Estes s&atilde;o os adeptos da Monol&eacute;tica, uma deforma&ccedil;&atilde;o da Dial&eacute;tica. Nessa corrente do Eu-Posso-Mais (por ser superior hier&aacute;rquico ou possuir mais diplomas) n&atilde;o h&aacute; oposi&ccedil;&atilde;o. E por ser uma viola&ccedil;&atilde;o das leis da f&iacute;sica (sem oposi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o h&aacute; sustenta&ccedil;&atilde;o), est&atilde;o fadados ao desaparecimento e a serem lembrados apenas nas p&aacute;ginas mais negras da hist&oacute;ria.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="arial,helvetica,sans-serif" size="3">(OBS: itens em destaque s&atilde;o links para outras homes) </font></p>
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		<title>A opção pelo boi</title>
		<link>http://regispaiva.my1blog.com/2008/09/29/a-opcao-pelo-boi/</link>
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		<pubDate>Mon, 29 Sep 2008 21:18:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>regispaiva</dc:creator>
		
	<category>Sem  Categoria</category>
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		<description><![CDATA[J&#225; faz algum tempo que se discute a migra&#231;&#227;o de pequenos produtores agr&#237;colas para a pecu&#225;ria no Estado do Acre. At&#233; mesmo alguns estudos j&#225; demonstraram aquilo que se v&#234; na pr&#225;tica. Dentre estes est&#225; o Zoneamento Ecol&#243;gico, que verificou isso at&#233; mesmo dentro da reserva Chico Mendes. Apesar disso, pouco se falou sobre os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><font face="courier new,courier" size="3">J&aacute; faz algum tempo que se discute a migra&ccedil;&atilde;o de pequenos produtores agr&iacute;colas para a pecu&aacute;ria no Estado do Acre. At&eacute; mesmo alguns estudos j&aacute; demonstraram aquilo que se v&ecirc; na pr&aacute;tica. Dentre estes est&aacute; o Zoneamento Ecol&oacute;gico, que verificou isso at&eacute; mesmo dentro da reserva Chico Mendes. Apesar disso, pouco se falou sobre os motivos que levam produtores historicamente ligados &agrave; agricultura migrarem para a pecu&aacute;ria.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="courier new,courier" size="3">Um das explica&ccedil;&otilde;es pode estar na busca por produzir mercadorias com maior mercado e mais f&aacute;ceis de serem retiradas da propriedade nos per&iacute;odos chuvosos. Na Amaz&ocirc;nia e mais especificamente no Acre, historicamente os projetos de assentamento foram localizados em dist&acirc;ncias consider&aacute;veis dos n&uacute;cleos urbanos, sendo que muitos deles possuem dezenas de quil&ocirc;metros de ramais (estradas vicinais). </font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="courier new,courier" size="3">Estes ramais s&atilde;o carro&ccedil;&aacute;veis por curto espa&ccedil;o de tempo entre maio e setembro. Isso se as chuvas anteriores n&atilde;o tiverem destru&iacute;do o leito ou as pontes ou, ainda, se o Estado n&atilde;o deu manuten&ccedil;&atilde;o (normalmente raspagem com motoniveladora). Com as primeiras chuvas tudo fica mais dif&iacute;cil, at&eacute; ficar intransit&aacute;vel nos meses de dezembro a mar&ccedil;o. Em busca de uma solu&ccedil;&atilde;o, a prefer&ecirc;ncia sempre foi para os bovinos de corte. </font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="courier new,courier" size="3">Para tentar esclarecer o porqu&ecirc; desta prefer&ecirc;ncia e mudan&ccedil;a de comportamento, desde os anos 80, durante o curso de Engenharia Agron&ocirc;mica, costum&aacute;vamos perguntar aos t&eacute;cnicos e colegas qual &eacute; a diferen&ccedil;a de 18 arrobas (300 kg de carne &ndash; 600 kg de peso vivo) de milho e de boi. A maioria n&atilde;o sabia. </font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="courier new,courier" size="3">A resposta &eacute; simples: tente retirar os dois de uma estrada vicinal (ramal, sem pavimenta&ccedil;&atilde;o), distante alguns quil&ocirc;metros da rodovia pavimentada, durante o per&iacute;odo chuvoso na Amaz&ocirc;nia (novembro-abril) e vai descobrir a primeira diferen&ccedil;a (o boi vai s&oacute;, independente das condi&ccedil;&otilde;es da estrada). </font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="courier new,courier" size="3">Mas considere que ap&oacute;s isso foi poss&iacute;vel chegar com os dois produtos at&eacute; a beira da estrada. Fique l&aacute; com a mercadoria e uma placa de &ldquo;Vende-se&rdquo; e ver&aacute; qual delas ser&aacute; comercializada primeiro (normalmente ser&aacute; o boi). </font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="courier new,courier" size="3">Mas suponha que ambos sejam vendidos ao mesmo tempo. Nesse caso veja qual remunerar&aacute; melhor peso por peso. O boi paga valores pr&oacute;ximos de dois reais no local e o milho vinte centavos. &Eacute; claro que aqui n&atilde;o se discute as produ&ccedil;&otilde;es por hectare, pois o milho pode chegar a sete mil kg, enquanto o boi fica em tr&ecirc;s cabe&ccedil;as com desfrute de 20% ao ano.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="courier new,courier" size="3">Mas voltemos ao campo das hip&oacute;teses. E a&iacute; suponha que n&atilde;o houve a venda dos dois produtos. Assim, volte com ambos para a propriedade, trazendo tudo de volta. E novamente ver&aacute; a vantagem do bovino. E, nesse caso, verifique o que acontecer&aacute; com os dois produtos: o boi vai engordar no campo, enquanto o milho requer uma estrutura de armazenamento n&atilde;o existente para os pequenos produtores da regi&atilde;o.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="courier new,courier" size="3">O exemplo aqui utilizado pode ser aplicado para quase todas as culturas anuais. Aos dados pode ser somado ainda o fato de o boi ficar no pasto sob as intemp&eacute;ries, n&atilde;o havendo no Acre registros de grandes infesta&ccedil;&otilde;es (como bernes e carrapatos). Al&eacute;m disso, se n&atilde;o enfrenta problema se passar alguns meses do ponto de abate caso haja redu&ccedil;&atilde;o dos pre&ccedil;os, al&eacute;m da liquidez quase imediata.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="courier new,courier" size="3">Assim o produtor migrou para a bovinocultura por falta de op&ccedil;&atilde;o rent&aacute;vel para as condi&ccedil;&otilde;es e culturas locais. O problema est&aacute; no fato deste processo levar a redu&ccedil;&atilde;o das culturas aliment&iacute;cias, pois o gado &eacute; produto de exporta&ccedil;&atilde;o. Isso est&aacute; de acordo com citado por Celso Furtado (1996). O reflexo foi sentindo diretamente nos n&iacute;veis alimentares da popula&ccedil;&atilde;o, que de acordo com IBGE/PNAD (2004) registrou no Acre uma inseguran&ccedil;a alimentar rural total de 74,6% e 61,26 % Urbana.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="courier new,courier" size="3">O problema &eacute; como reverter esta situa&ccedil;&atilde;o. Onde encontrar produtos com essas caracter&iacute;sticas oferecidas pela bovinocultura de corte. Mas quem sabe o problema n&atilde;o seja somente resolver o impasse da intrafegabilidade das estradas, o que na vis&atilde;o de alguns somente seria a amplia&ccedil;&atilde;o das veias para o saque. S&atilde;o quest&otilde;es em aberto e que precisam de respostas. Existem sa&iacute;das para o problema das estradas (como o pi&ccedil;arramento e mesmo a adi&ccedil;&atilde;o de estabilizadores de solos), mas o que falta &eacute; vontade pol&iacute;tica de resolver o problema do campo.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="courier new,courier" size="3"><strong>E la vaca v&aacute;.</strong> Ops: E la nave v&aacute;.</font></p>
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		<title>Passos para um novo tempo</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Sep 2008 17:51:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>regispaiva</dc:creator>
		
	<category>Sem  Categoria</category>
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		<description><![CDATA[  
A cada mandato iniciado as comunidades envolvidas acreditam ser poss&#237;vel a chegada de um novo tempo, onde as perspectivas de futuro s&#227;o mais alvissareiras que as anteriores. A mudan&#231;a no comando causa essa expectativa.
Com a elei&#231;&#227;o de uma mulher para conduzir os destinos da Universidade Federal do Acre surge uma esperan&#231;a no futuro [...]]]></description>
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<p class="MsoNormal"><font size="3">A cada mandato iniciado as comunidades envolvidas acreditam ser poss&iacute;vel a chegada de um novo tempo, onde as perspectivas de futuro s&atilde;o mais alvissareiras que as anteriores. A mudan&ccedil;a no comando causa essa expectativa.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font size="3">Com a elei&ccedil;&atilde;o de uma mulher para conduzir os destinos da Universidade Federal do Acre surge uma esperan&ccedil;a no futuro da Academia. A vit&oacute;ria nos tr&ecirc;s segmentos, em que pese &agrave; baixa participa&ccedil;&atilde;o de alunos, oferece o capital pol&iacute;tico para as mudan&ccedil;as.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font size="3">Ocorre que ao longo dos anos ainda n&atilde;o formamos uma id&eacute;ia a respeito da Universidade que temos e da desejada. Muito se tem falado, em todos os segmentos, sobre o perfil da UFAC. Mas at&eacute; hoje isso ainda n&atilde;o foi definido. Ainda somos como a Alice (Lewis Carrol), onde qualquer caminho serve para quem n&atilde;o sabe aonde vai.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font size="3">Uma das possibilidades para resolver este impasse &eacute; o planejamento. Mas, como bem citou Umberto Eco (Como se faz uma tese, 1977), todos governantes que se decidem por um plano de desenvolvimento sem possuir as informa&ccedil;&otilde;es suficientes s&atilde;o pouco mais que tru&otilde;es, quando n&atilde;o celerados. Assim, para se definir os rumos e os princ&iacute;pios norteadores da UFAC ser&aacute; preciso ouvir a comunidade.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font size="3">Uma das formas mais democr&aacute;ticas de se tra&ccedil;ar estas metas de curto, m&eacute;dio e longo prazo &eacute; a realiza&ccedil;&atilde;o de semin&aacute;rios envolvendo a todos, inclusive a comunidade em geral. E quando se fala desta, &eacute; preciso ressaltar a necessidade de envolver os grupos com menos votos na elei&ccedil;&atilde;o. Afinal, a reitora n&atilde;o &eacute; a chefe deste grupo, mas representa toda uma comunidade com mais de nove mil pessoas envolvidas diretamente (40 mil se extrapolada para cinco pessoas por fam&iacute;lia).</font></p>
<p class="MsoNormal"><font size="3">Nossa sugest&atilde;o &eacute; a realiza&ccedil;&atilde;o de um grande semin&aacute;rio, com a dura&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s a cinco dias, onde UFAC parar&aacute; suas atividades para definir seu futuro. Nesse encontro, que poder&aacute; ser bi-anual para avalia&ccedil;&otilde;es e corre&ccedil;&otilde;es de rumos, cada categoria tem dois dias para se reunir em separado e dentro do Campus. Cada categoria vai listar seus problemas e apontar solu&ccedil;&otilde;es, bem como definir os meios para resolv&ecirc;-los. Cada medida prevista dever&aacute; levar em conta os crit&eacute;rios de custo / benef&iacute;cio / impacto (abrang&ecirc;ncia). Os grupos devem ser conduzidos pelos seus pr&oacute;-reitores (Servidores=Administra&ccedil;&atilde;o, Alunos=Extens&atilde;o/Gradua&ccedil;&atilde;o, Professores=P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o/Gradua&ccedil;&atilde;o). </font></p>
<p class="MsoNormal"><font size="3">Ao fim de cada reuni&atilde;o setorial, os grupos eleger&atilde;o seus representantes (m&iacute;nimo de cinco e m&aacute;ximo de 10) para a etapa seguinte, onde os itens identificados como capazes de modificarem de forma impactante os destinos da comunidade v&atilde;o ser defendidos e definidos. Este grupo menor, com cerca de 30 pessoas, encontraria os pontos comuns e apontaria os rumos para a universidade, com interven&ccedil;&otilde;es de curto, m&eacute;dio e longo prazo.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font size="3">Mas o trabalho n&atilde;o termina a&iacute;, como na maioria dos eventos deste tipo. &Eacute; aqui que encontramos a m&atilde;o do gestor, onde este nomearia uma comiss&atilde;o de not&aacute;veis, independente do setor, mas de prefer&ecirc;ncia com representa&ccedil;&atilde;o de todos os segmentos. A esta comiss&atilde;o caberia de formatar o Plano Gestor da UFAC para os anos vindouros. </font></p>
<p class="MsoNormal"><font size="3">De posse destes dados, o administrador tem os argumentos para buscar os instrumentos para viabilizar as pol&iacute;ticas defendidas e escolhidas pelas categorias que comp&otilde;em a Academia. Aqui entram setores chaves como as pr&oacute;-reitorias e os setor de rela&ccedil;&atilde;o interinstitucional, respons&aacute;vel pelos contatos com outros organismos, al&eacute;m do apoio da comunidade e dos pol&iacute;ticos.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font size="3">Paralelo a isso &eacute; necess&aacute;rio a cria&ccedil;&atilde;o da Ouvidoria da UFAC. Esta ser&aacute; a respons&aacute;vel pela liga&ccedil;&atilde;o entre Reitoria e a comunidade, seja para trazer as reclama&ccedil;&otilde;es de como proceder aos pequenos ajustes que n&atilde;o envolvam a&ccedil;&otilde;es diretas das outras inst&acirc;ncias administrativas (leia-se pr&oacute;-reitorias).</font></p>
<p class="MsoNormal"><font size="3">Assim municiada, a reitora tem como fazer a revolu&ccedil;&atilde;o que a Universidade precisa. Espera-se que a&ccedil;&otilde;es como essa sejam implementadas. Talvez hoje a UFAC tenha as condi&ccedil;&otilde;es ideais para se promover um choque de gest&atilde;o e resgatar a import&acirc;ncia que esta casa tem para o Estado e, por que n&atilde;o dizer, a Regi&atilde;o e o Pa&iacute;s. Mas para isso &eacute; preciso que uma das primeiras resolu&ccedil;&otilde;es da nova administra&ccedil;&atilde;o seja a convoca&ccedil;&atilde;o do semin&aacute;rio supra para ocorrer nos primeiros dias da nova gest&atilde;o e depois aplica-los. &Eacute; como penso.</font></p>
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		<title>UFAC: Um espaço livre</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Aug 2008 23:01:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>regispaiva</dc:creator>
		
	<category>Sem  Categoria</category>
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		<description><![CDATA[
Nesta &#250;ltima campanha para o cargo de reitor (ou seria reitora?) aqui na UFAC vimos alguns temas virem &#224; baila. Um deles foi o aumento dos furtos dentro da academia. Segundo algumas interven&#231;&#245;es nos debates, n&#227;o haveria mais seguran&#231;a para os ve&#237;culos e seus equipamentos quando parados no estacionamento da institui&#231;&#227;o. 
Isso &#233; realmente um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font face="verdana,geneva"><font face="Times New Roman"><font face="arial,helvetica,sans-serif"><font face="Times New Roman"><font size="3"><br />
<p class="MsoNormal"><font face="arial,helvetica,sans-serif">Nesta &uacute;ltima campanha para o cargo de reitor (ou seria reitora?) aqui na UFAC vimos alguns temas virem &agrave; baila. Um deles foi o aumento dos furtos dentro da academia. Segundo algumas interven&ccedil;&otilde;es nos debates, n&atilde;o haveria mais seguran&ccedil;a para os ve&iacute;culos e seus equipamentos quando parados no estacionamento da institui&ccedil;&atilde;o. </font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="arial,helvetica,sans-serif">Isso &eacute; realmente um problema. Mas pode ser minorado com o fortalecimento da estrutura de vigil&acirc;ncia (hoje quadro em extin&ccedil;&atilde;o nas Universidades Federais), seja em pessoal ou equipamento (como ve&iacute;culos, armamento ou mesmo c&acirc;meras de vigil&acirc;ncia).</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="arial,helvetica,sans-serif">Mas o que me leva a escrever agora (depois de duas semanas de rumina&ccedil;&atilde;o sobre o tema) &eacute; a preocupa&ccedil;&atilde;o de alguns setores da UFAC com rela&ccedil;&atilde;o a um suposto aumento no consumo de drogas no interior do Campus.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="arial,helvetica,sans-serif">Aqui preciso abrir um &lsquo;por&eacute;m&rsquo;, antes de prosseguir: sou crist&atilde;o praticamente, heterossexual (um tanto machista), n&atilde;o bebo e n&atilde;o fumo. E a&iacute;, voc&ecirc; que l&ecirc;, se pergunta: Qual o motivo de dizer isso? </font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="arial,helvetica,sans-serif">Explico. Os dois temas acima n&atilde;o s&atilde;o gerados nos muros da institui&ccedil;&atilde;o, mas apenas migram de fora para dentro. Ou seja, as altera&ccedil;&otilde;es nos modos de ser da sociedade est&atilde;o adentrando os muros da UFAC. </font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="arial,helvetica,sans-serif">Mas ao inv&eacute;s de se discutir o porqu&ecirc; destes fatos estarem acontecendo, o que seria o normal na Academia, tentamos apenas criar mecanismos para abaf&aacute;-los, sem entend&ecirc;-los. Se excluirmos o primeiro tema, dado sua import&acirc;ncia direta sobre o patrim&ocirc;nio e que merece a&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida, vemos que o segundo merece mais uma amplia&ccedil;&atilde;o da discuss&atilde;o do que o longo bra&ccedil;o repressivo da lei.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="arial,helvetica,sans-serif">E aqui complemento o &lsquo;por&eacute;m&rsquo;. Por ser uma &aacute;rea onde os temas devem ser discutidos sem culpa ou mesmo xenofobias digo em alto e bom som (escrito): a Academia &eacute; um espa&ccedil;o livre para todas as pr&aacute;ticas, desde que estas n&atilde;o afetem aos outros.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="arial,helvetica,sans-serif">Se seu ate&iacute;smo, homosexualismo, cigarro, bebida ou outras drogas n&atilde;o me afetam, pratique (e seja respons&aacute;vel pelos seus atos). Do mesmo jeito que respeito a opini&atilde;o dos primeiros, respeito o baseado dos &uacute;ltimos. Assume-se id&eacute;ia de que os alunos desta casa s&atilde;o adultos para discutir seus destinos. E cada um destes temas deve ser trazido ao debate.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="arial,helvetica,sans-serif">N&atilde;o podemos apenas criminalizar o uso das drogas ou mesmo pedir a&ccedil;&otilde;es constantes da Pol&iacute;cia Federal no Campus. Devemos sim &eacute; abrir um grande debate sobre o tema, onde os seus defensores e opositores possam ter o mesmo espa&ccedil;o para divulgar seus argumentos. Em uma Universidade n&atilde;o se pode excluir este ou aquele assunto.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="arial,helvetica,sans-serif">Segundo Luis Nassif, em seu &ldquo;O Jornalismo os anos 90&rdquo;, S&eacute;rgio Buarque de Hollanda (Ra&iacute;zes do Brasil) revela que o brasileiro &eacute; mais receptivo &agrave; declara&ccedil;&atilde;o perempt&oacute;ria, definitiva, ainda que vazia de conte&uacute;do, mas que n&atilde;o obrigue a pensar. O brasileiro prefere mais a conclus&atilde;o que a demonstra&ccedil;&atilde;o, &ldquo;o que fazer&rdquo; ao &ldquo;como fazer&rdquo;, valoriza mais quem critica do que quem faz.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="arial,helvetica,sans-serif">Isso precisa ser mudado. N&atilde;o podemos nos contentar com o discurso de que isso &eacute; proibido e encerrar a discuss&atilde;o. Antes de tomar atitudes violentas e xiitas (me perdoem os Mu&ccedil;ulmanos desta corrente por usar esta express&atilde;o), temos de analisar os fatos. </font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="arial,helvetica,sans-serif">Enquanto Academia temos perdido, ao longo dos anos, nossa capacidade de debater a sociedade e devolver a ela as nossas conclus&otilde;es. Hoje a sociedade nos devora como uma cobra a engolir seu pr&oacute;prio rabo. Resta saber quando poder&aacute; engolir sua pr&oacute;pria cabe&ccedil;a. E n&atilde;o entendemos o andar da carruagem do tempo.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="arial,helvetica,sans-serif">Seguindo esta linha de pensamento, n&atilde;o temos visto debates pelos corredores a respeito do baixo comparecimento &agrave;s urnas na elei&ccedil;&atilde;o. Precisamos ampliar os debates para podermos conhecermos-nos. &Eacute; como se estiv&eacute;ssemos diante de um &lsquo;espelho Esfinge&rsquo; com o nosso pr&oacute;prio rosto. E como na mitologia ela diz (ou implora): Decifra-me ou te devoro (e com isso a imagem se destruir&aacute;).</font></p>
<p> <font face="arial,helvetica,sans-serif">Numa defini&ccedil;&atilde;o mais abrangente, a Academia, fundada em 387 a.C. pelo fil&oacute;sofo grego Plat&atilde;o no bosque de Academos pr&oacute;ximo a Atenas, pode ser entendida como a primeira universidade. A palavra Universidade quer dizer institui&ccedil;&atilde;o que tem por objetivo fornecer ensino de n&iacute;vel superior. Se &eacute; superior &eacute; para aqueles que t&ecirc;m o m&eacute;rito de ali estar. E assim, nada poder&aacute; ficar exclu&iacute;do em seus muros. </font><font face="arial,helvetica,sans-serif">Aqui temos de respeitar as diferen&ccedil;as. Sou contra aquilo que n&atilde;o pratico e que est&aacute; descrito no &lsquo;por&eacute;m&rsquo;, mas defendo a liberdade de quem quer pratic&aacute;-lo, ao menos aqui dentro e com consci&ecirc;ncia dos riscos. Se alguns ainda n&atilde;o s&atilde;o maduros o suficiente para lidar com estas <em>differences</em>, talvez seja a hora de procurar uma escola de terceiro grau.</font></font></font></font></font></font>
</p>
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		<title>O meu é maior que o seu</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Jul 2008 18:37:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>regispaiva</dc:creator>
		
	<category>Sem  Categoria</category>
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		<description><![CDATA[Nos &#250;ltimos dias, onde os ventos que aqui na UFAC tem soprado com for&#231;a cada vez maior sobre o braseiro da elei&#231;&#227;o para reitor (ou seria reitora?), tenho visto algumas cenas no m&#237;nimo interessantes.
Parece ter havido uma exacerba&#231;&#227;o do machismo entre os eleitores, notadamente entre os t&#233;cnico-administrativos e os professores. Independente do sexo de cada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><font face="helvetica" size="3">Nos &uacute;ltimos dias, onde os ventos que aqui na UFAC tem soprado com for&ccedil;a cada vez maior sobre o braseiro da elei&ccedil;&atilde;o para reitor (ou seria reitora?), tenho visto algumas cenas no m&iacute;nimo interessantes.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="helvetica" size="3">Parece ter havido uma exacerba&ccedil;&atilde;o do machismo entre os eleitores, notadamente entre os t&eacute;cnico-administrativos e os professores. Independente do sexo de cada um, passaram a medirem-se, como se a solu&ccedil;&atilde;o dos problemas estaria no fato de um ser maior que outro.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="helvetica" size="3">Explico: tem professores que est&atilde;o reclamando do voto parit&aacute;rio por n&atilde;o aceitarem ter o mesmo peso de um funcion&aacute;rio quando da vota&ccedil;&atilde;o citada. Ou seja, o meu canudo&nbsp; &eacute; maior que o seu (desculpe o trocadilho chulo). Para estes defensores da meritocracia somente o tamanho do DR &eacute; importante, independente, nestes casos, do perfil humano ou moral de quem ostenta o canudo/diploma.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="helvetica" size="3">Recentemente ouvi de um professor doutor a reclama&ccedil;&atilde;o dando conta do absurdo de um servidor semi-analfabeto (palavras dele) receber um sal&aacute;rio superior. Disse n&atilde;o conceber este tipo de coisa na academia. Ou seja, o dele &eacute; maior que o meu. E isso me deprime muito.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="helvetica" size="3">Atualmente n&atilde;o ganho l&aacute; estas coisas, embora d&ecirc; para sobreviver. Mas se tem uma coisa a me alegrar &eacute; saber de alguns amigos meus que conseguiram galgar postos elevados, chegando a secret&aacute;rios de Estado e com t&iacute;tulos de Doutor. Outros (e estes) que n&atilde;o estudaram tanto est&atilde;o ganhando muito bem. E isso tamb&eacute;m me alegra.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="helvetica" size="3">N&atilde;o sei de foi a cria&ccedil;&atilde;o ou foi a vida, mas sei que se os meus amigos est&atilde;o felizes e realizados, parab&eacute;ns para eles. Fico feliz com isso e espero um dia ser t&atilde;o grande quanto eles (ou quase tanto).</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="helvetica" size="3">Entendo n&atilde;o poder pautar minha vida pela deles. As minhas chances, se n&atilde;o soube aproveitar, azar o meu. Se eles foram favorecidos, sorte deles. N&atilde;o importa o tamanho do canudo ou do contracheque. Importa &eacute; ser digno. E isto nenhum sal&aacute;rio ou diploma vai conseguir. </font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="helvetica" size="3">Se o servidor entrou na UFAC antes da Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988 (obrigou os concursos), sorte a dele. Eu n&atilde;o atentei para isso na &eacute;poca e hoje estou fora (e tamb&eacute;m por n&atilde;o ter tentado entrar via estudo e concurso). Sorte a dele. N&atilde;o invejo.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="helvetica" size="3">A maior parte das pessoas que reclama bem que gostaria de ter entrado na &eacute;poca das &lsquo;vacas gordas&rsquo; do QI. Afinal era legal, ainda que moralmente question&aacute;vel.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="helvetica" size="3">Um outro fato &eacute; preciso ser salientado: os servidores t&ecirc;m um poder de mobiliza&ccedil;&atilde;o muito maior que os professores. Os ganhos nas &uacute;ltimas paralisa&ccedil;&otilde;es provaram isso. A carreira de t&eacute;cnico hoje &eacute; t&atilde;o atraente quanto &agrave; de docente.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="helvetica" size="3">Conforme tem sido poss&iacute;vel notar, tem havido uma mesquinharia nesse jogo, onde as pessoas n&atilde;o s&atilde;o importantes pelo fato de serem quem s&atilde;o, mas sim pelo grau de escolaridade ou mesmo pelo volume na conta banc&aacute;ria. Se o seu &eacute; maior que o meu, voc&ecirc; est&aacute; errado. Ou vice-versa. </font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="helvetica" size="3">&Eacute; preciso ressaltar ter sido no seio das universidades federais que o PT teve seu impulso. Muitos dos &lsquo;criadores&rsquo; de Luis In&aacute;cio Lula da Silva est&atilde;o dentro delas. Ora, se podemos ter um presidente com pouco grau de forma&ccedil;&atilde;o, qual o motivo para em uma elei&ccedil;&atilde;o - ou mesmo no dia-a-dia &ndash; n&atilde;o convivermos pacificamente? </font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="helvetica" size="3">Excluindo-se as ilegalidades, o resto &eacute; conviv&ecirc;ncia harm&ocirc;nica e pac&iacute;fica. Independente de quem tem o maior ou o menor. Todos s&atilde;o importantes. Todos t&ecirc;m responsabilidades. E na UFAC tem gente boa e ruim tanto entre professores quanto entre administrativos. Logo, o tamanho (seja do canudo ou do sal&aacute;rio) n&atilde;o &eacute; e nunca foi documento, exceto para aqueles a quem falta o argumento.</font></p>
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		<title>“Presunção de inocência não é favor”´</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Jul 2008 20:13:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>regispaiva</dc:creator>
		
	<category>Sem  Categoria</category>
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		<description><![CDATA[Os acontecimentos dos &#250;ltimos dias (e j&#225; n&#227;o s&#227;o poucos estes) t&#234;m me deixado preocupado. O andar da carruagem tem nos mostrado n&#227;o uma luz no fim do t&#250;nel, mas, quem sabe, apenas uma montanha sem ao menos um buraco onde o trem de nossa jovem (&#191;)democracia(?) vai se espatifar.
Os recentes casos midi&#225;ticos revelam n&#227;o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><font face="tahoma,arial,helvetica,sans-serif"><font size="3">Os acontecimentos dos &uacute;ltimos dias (e j&aacute; n&atilde;o s&atilde;o poucos estes) t&ecirc;m me deixado preocupado. O andar da carruagem tem nos mostrado n&atilde;o uma luz no fim do t&uacute;nel, mas, quem sabe, apenas uma montanha sem ao menos um buraco onde o trem </font><font size="3">de nossa jovem (&iquest;)democracia(?) vai se espatifar.</font></font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="tahoma,arial,helvetica,sans-serif" size="3">Os recentes casos midi&aacute;ticos revelam n&atilde;o mais a busca pela justi&ccedil;a ou pela preserva&ccedil;&atilde;o do arcabou&ccedil;o legal nacional, mas sim o atendimento a interesses muitas vezes escusos. Tenho acompanhado a luta ingl&oacute;ria &ndash; por&eacute;m persistente &ndash; do jornalista Luis Nassif contra o imp&eacute;rio da revista Veja. N&atilde;o entrarei nos m&eacute;ritos apenas para preservar-me de processos futuros, mas quem quiser saber mais, &eacute; s&oacute; acessar http://www.projetobr.com.br/web/blog/5. </font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="tahoma,arial,helvetica,sans-serif" size="3">Entre os casos flagrantes o da menina Isabella foi um deles. N&atilde;o entro no m&eacute;rito se s&atilde;o os pais culpados ou n&atilde;o. O que se questiona &eacute; a a&ccedil;&atilde;o antecipada, julgamento pr&eacute;vio e contr&aacute;rio ao previsto na Lei. Este caso merecer&aacute;, no futuro, acalorados debates, mas por enquanto me basta esse adendo.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="tahoma,arial,helvetica,sans-serif" size="3">Mas outro ponto me chama a aten&ccedil;&atilde;o no momento: a divulga&ccedil;&atilde;o da &lsquo;ficha suja&rsquo; dos candidatos. Esta a&ccedil;&atilde;o me parece a tentativa de remediar, com o arrepio da lei, a in&eacute;pcia ou inoper&acirc;ncia do texto legal. Sim, pois se os delegados, promotores e ju&iacute;zes n&atilde;o conseguem processar e condenar&nbsp;no tempo certo, agora tentam vilipendiar um dos princ&iacute;pios maiores de nossa constitui&ccedil;&atilde;o: ningu&eacute;m ser&aacute; considerado culpado se n&atilde;o transitar o processo em julgado.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="tahoma,arial,helvetica,sans-serif" size="3">Ou seja, enquanto h&aacute; espa&ccedil;o para recurso, n&atilde;o&nbsp;h&aacute; culpado. Se assim n&atilde;o fosse, v&aacute;rias pessoas teriam sido privadas de seus direitos b&aacute;sicos. Isso implica em implantar a lei da fofoca, onde os boatos viram processos e estes em condena&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas de primeira inst&acirc;ncia. Estas por sua vez s&atilde;o reformadas ou simplesmente anuladas pelas cortes superiores.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="tahoma,arial,helvetica,sans-serif" size="3">O caso me veio pelo site Ultima Inst&acirc;ncia (http://ultimainstancia.uol.com.br), onde lemos que a Procuradoria Regional Eleitoral de S&atilde;o Paulo por meio da recomenda&ccedil;&atilde;o 01/08, quer impugnar registro de candidatos com pend&ecirc;ncias judiciais - ainda que as condena&ccedil;&otilde;es n&atilde;o tenham car&aacute;ter definitivo. Os protestos se d&atilde;o por conta de eventuais a&ccedil;&otilde;es, inclusive movidas por pol&iacute;ticos rivais.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="tahoma,arial,helvetica,sans-serif" size="3">Sobre isso, reza o Art. 5&ordm; da Constitui&ccedil;&atilde;o (1988, com emendas e remendos) em vigor:</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="tahoma,arial,helvetica,sans-serif" size="3">LIII - ningu&eacute;m ser&aacute; processado nem sentenciado sen&atilde;o pela autoridade competente;</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="tahoma,arial,helvetica,sans-serif" size="3">LIV - ningu&eacute;m ser&aacute; privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal;</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="tahoma,arial,helvetica,sans-serif" size="3">LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral s&atilde;o assegurados o contradit&oacute;rio e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes;</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="tahoma,arial,helvetica,sans-serif" size="3">LVII - ningu&eacute;m ser&aacute; considerado culpado at&eacute; o tr&acirc;nsito em julgado de senten&ccedil;a penal condenat&oacute;ria;</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="tahoma,arial,helvetica,sans-serif" size="3">Ora, se os dignos agentes de aplica&ccedil;&atilde;o da lei querem ver os corruptos e fac&iacute;noras longe dos palanques e, posteriormente, das tribunas, que processem, julguem e condenem com base nos incisos acima. Qualquer coisa fora disso ser&aacute; uma flagrante inconstitucionalidade. Se querem os tribunais de exce&ccedil;&atilde;o, que mudem a Constitui&ccedil;&atilde;o e ressuscitem Torquemada.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="tahoma,arial,helvetica,sans-serif" size="3">Tanto quanto a maior parte da popula&ccedil;&atilde;o, quero ver os pilantras na cadeia, mas tal qual Maiakovski, Brecht e Niem&ouml;ller, n&atilde;o quero ficar calado enquanto eles violam os direitos gerais pela primeira vez. Sou o negro, sou o judeu e sou o trabalhador que estes pensadores falaram. N&atilde;o vou ficar quieto vendo eles preparem o caminho para uma ditadura e o fim dos princ&iacute;pios que norteiam uma democracia. N&atilde;o quero a volta do AI5.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="tahoma,arial,helvetica,sans-serif" size="3">Se a Lei &eacute; ruim, que mudem. Mas desconhec&ecirc;-la ou n&atilde;o aplic&aacute;-la, usando subterf&uacute;gios &eacute; um crime t&atilde;o grande quanto o agora proposto. Principalmente vindo de quem est&aacute; vindo. Sou a favor de penas pesadas para quem se locupleta com o er&aacute;rio ou outros crimes, mas defendo at&eacute; o fim o direito pela justa justi&ccedil;a (redund&acirc;ncia necess&aacute;ria na atualidade). O contradit&oacute;rio e o direito ao tr&acirc;nsito em julgado devem ser respeitados at&eacute; que se mude a Carta Magna. At&eacute; l&aacute;, quem divulgar nomes deve se preparar para indenizar os afetados. Fecho como abri: Presun&ccedil;&atilde;o de inoc&ecirc;ncia n&atilde;o &eacute; favor, &eacute; direito. <strong><em>Sede lex, dura lex</em></strong>.</font></p>
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		<title>Antes que o fogo aumente</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Jul 2008 20:06:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>regispaiva</dc:creator>
		
	<category>Sem  Categoria</category>
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		<description><![CDATA[H&#225; mais de 20 anos tenho tido meus atos relacionados de uma forma ou de outra com Universidade Federal do Acre, local que considero minha segunda casa. Aqui tenho muitos amigos e&#160;outros nem tanto. Mesmo estes podem me acusar de muitas coisas, exceto de n&#227;o ter lutado sempre por esta institui&#231;&#227;o.
Posso me considerar jur&#225;ssico nesses [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" align="justify"><font face="helvetica" size="3">H&aacute; mais de 20 anos tenho tido meus atos relacionados de uma forma ou de outra com Universidade Federal do Acre, local que considero minha segunda casa. Aqui tenho muitos amigos e&nbsp;outros nem tanto. Mesmo estes podem me acusar de muitas coisas, exceto de n&atilde;o ter lutado sempre por esta institui&ccedil;&atilde;o.</font></p>
<p class="MsoNormal" align="justify"><font face="helvetica" size="3">Posso me considerar jur&aacute;ssico nesses 22 anos, dois vestibulares (aprovado em ambos) e uma sele&ccedil;&atilde;o de mestrado, pois fui testemunha de diferentes reitores. O primeiro foi ainda Moacir Fecury, passando por Sans&atilde;o Ribeiro (uma grata surpresa), Lauro Juli&atilde;o, Carlito Cavalcanti e Jonas Filho.</font></p>
<p class="MsoNormal" align="justify"><font face="helvetica" size="3">Em cada uma destas elei&ccedil;&otilde;es estive mais ou menos pr&oacute;ximo, seja como eleitor ou mesmo como jornalista em coberturas dos pleitos. E em cada uma delas vi pessoas sa&iacute;rem chamuscadas pelo calor da disputa. Isso aconteceu devido algumas pessoas esquecerem que o debate deve se manter no n&iacute;vel das propostas e jamais descambar para o pessoal.</font></p>
<p class="MsoNormal" align="justify"><font face="helvetica" size="3">Por conta disso e antes que o calor suba &agrave; n&iacute;veis solares, defendo um compromisso por todos os candidatos com rela&ccedil;&atilde;o a dia seguinte ao resultado: um compromisso assinado de atua&ccedil;&atilde;o conjunta em busca da universidade desejada por todos. Isso se d&aacute; pela necessidade de uni&atilde;o entre todos para podermos ter a academia que queremos. </font></p>
<p class="MsoNormal" align="justify"><font face="helvetica" size="3">N&atilde;o importa quem ganhe a maior fatia de votos. Todos temos com o que contribuir para esta casa ocupar o lugar de destaque merecido. E se h&aacute; altru&iacute;smo por parte das candidatas, isso poder&aacute; ser comprovado na assinatura de um termo de gest&atilde;o participativa, onde o grupo menos votado ter&aacute; assento na administra&ccedil;&atilde;o de forma consultiva e propositiva. A forma como isso vai se dar &eacute; algo a ser discutido, mas precisa existir.</font></p>
<p class="MsoNormal" align="justify"><font face="helvetica" size="3">Mas &eacute; preciso ressaltar que o gesto de magnitude deve vir daquele que for mais votado. Isso se d&aacute; por conta do fato de que ao vencedor &eacute; requerido o maior gesto de grandeza e magnitude. N&atilde;o importa quem seja, se o mais bonito ou mais florido. Todos t&ecirc;m de participar. Al&eacute;m disso, cada candidata tem por obriga&ccedil;&atilde;o refrear os &acirc;nimos dos seus defensores como forma de engrandecer o certame.</font></p>
<p class="MsoNormal" align="justify"><font face="helvetica" size="3">Com a elei&ccedil;&atilde;o se pautando nos mais elevados n&iacute;veis, ser&aacute; poss&iacute;vel sair desta disputa com um compromisso em defesa da universidade. Hoje a institui&ccedil;&atilde;o est&aacute; desgastada, com a imagem esmaecida por conta daquilo que pode mas ainda n&atilde;o conseguiu ser.</font></p>
<p class="MsoNormal" align="justify"><font face="helvetica" size="3">A meu ver, todos temos com o que contribuir, seja com id&eacute;ias ou atos. N&atilde;o posso excluir este ou aquele por conta de sua gradua&ccedil;&atilde;o ou cor pol&iacute;tica. </font></p>
<p class="MsoNormal" align="justify"><font face="helvetica" size="3">Mesmo que n&atilde;o concorde com todas as id&eacute;ias do grupo vencedor, sempre haver&aacute; uma ou mais capazes de melhorarem o conjunto. Al&eacute;m disso, se eu participar de forma propositiva, posso ver as minhas&nbsp;indica&ccedil;&otilde;es sendo absorvidas e desenvolvidas. </font></p>
<p class="MsoNormal" align="justify"><font face="helvetica" size="3">&Eacute; l&oacute;gico que isso n&atilde;o significa chancelar o errado e nem trazer para a situa&ccedil;&atilde;o o grupo de oposi&ccedil;&atilde;o. A oposi&ccedil;&atilde;o &eacute; salutar e toda cr&iacute;tica &eacute; construtiva, desde que esta seja feita dentro dos princ&iacute;pios da &eacute;tica e do respeito. </font></p>
<p class="MsoNormal" align="justify"><font face="helvetica" size="3">Sem cr&iacute;tica, n&atilde;o h&aacute; avan&ccedil;o. Sem fiscaliza&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o h&aacute; lisura. </font></p>
<p class="MsoNormal" align="justify"><font face="helvetica" size="3">Mas ficar somente bradando aos quatro ventos os problemas, &eacute; cair na mesmice, a qual resulta no descr&eacute;dito por falta de solu&ccedil;&atilde;o. Entendo que encontrar problemas &eacute; a coisa mais f&aacute;cil. Por&eacute;m, contribuir para se encontrar a solu&ccedil;&atilde;o deve sempre ser o principal objetivo, pois a partir disso existir&aacute; a constru&ccedil;&atilde;o de um amanh&atilde; melhor.</font></p>
<p class="MsoNormal" align="justify"><font face="helvetica" size="3">Ficar no discurso de esquerda e direita n&atilde;o elevar&aacute; esta academia. Todos temos como contribuir. E isso dever&aacute; come&ccedil;ar agora, com um compromisso das duas candidatas em viabilizar uma gest&atilde;o participativa. Quem n&atilde;o for capaz deste gesto, n&atilde;o merece estar &agrave; frente desta Casa do Saber. &Eacute; como eu penso.</font></p>
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		<title>A resposta é o passado de lutas</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jul 2008 22:04:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>regispaiva</dc:creator>
		
	<category>Sem  Categoria</category>
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		<description><![CDATA[Por conta do per&#237;odo pr&#233;-eleitoral vivido na Universidade Federal do Acre (UFAC), vimos descer o n&#237;vel das discuss&#245;es. Para atingir objetivos, tenta-se personalizar a&#231;&#245;es e atos e enxovalhar o nome de pessoas. Se n&#227;o se consegue atingir pelo discurso, opta-se por tentar assassinar a imagem e a reputa&#231;&#227;o das pessoas.
O &#8216;lead&#8217; acima se d&#225; em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" align="justify"><font face="tahoma,arial,helvetica,sans-serif" size="3">Por conta do per&iacute;odo pr&eacute;-eleitoral vivido na Universidade Federal do Acre (UFAC), vimos descer o n&iacute;vel das discuss&otilde;es. Para atingir objetivos, tenta-se personalizar a&ccedil;&otilde;es e atos e enxovalhar o nome de pessoas. Se n&atilde;o se consegue atingir pelo discurso, opta-se por tentar assassinar a imagem e a reputa&ccedil;&atilde;o das pessoas.</font></p>
<p class="MsoNormal" align="justify"><font face="tahoma,arial,helvetica,sans-serif" size="3">O &lsquo;lead&rsquo; acima se d&aacute; em fun&ccedil;&atilde;o de uma nota publicada nos corredores da UFAC por conta da luta encetada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educa&ccedil;&atilde;o do 3&ordm; Grau do Acre (Sintest-AC). A citada nota vem atacando a pessoa do presidente do sindicato, D&aacute;rio Lopes de Figueiredo e a mim. N&atilde;o vou defender ao companheiro D&aacute;rio, cujo passado de luta na UFAC fala mais alto que as mesquinharias de vincularem &agrave; pessoa dele a luta pela paridade.&nbsp; Vou apenas mostrar a todos o porqu&ecirc; de meu envolvimento.</font></p>
<p class="MsoNormal" align="justify"><font face="tahoma,arial,helvetica,sans-serif" size="3">Preliminarmente cumpre citar que o Sintest-AC vem discutindo a quest&atilde;o do voto parit&aacute;rio h&aacute; muito tempo, assim como os estudantes e setores docentes. At&eacute; mesmo os organismos nacionais (Fasubra, Andes, e UNE, respectivamente) defendem a paridade. </font></p>
<p class="MsoNormal" align="justify"><font face="tahoma,arial,helvetica,sans-serif" size="3">No caso do Acre, est&aacute; vem sendo discutida internamente entre os servidores desde o segundo semestre de 2007 e foi motivo de fala&ccedil;&atilde;o no recente congresso da institui&ccedil;&atilde;o. O principal articulador foi o diretor Jailson, cabendo ao restante do sindicato o encampamento da id&eacute;ia e sua formata&ccedil;&atilde;o enquanto proposta para o Conselho Universit&aacute;rio. A &uacute;nica proposta de paridade e regulamenta&ccedil;&atilde;o da elei&ccedil;&atilde;o em discuss&atilde;o &eacute; a apresentada pelo Sintest.</font></p>
<p class="MsoNormal" align="justify"><font face="tahoma,arial,helvetica,sans-serif" size="3">Ocorre que por motivos que preferimos n&atilde;o citar, uma nota (como foi dito acima e assinada por alguns centros acad&ecirc;micos) foi publicada, tentando impingir ao presidente do Sintest-AC a responsabilidade da proposta, apontando a ele como &uacute;nico interessado. Na mesma nota afirmam alguns centros que D&aacute;rio est&aacute; nessa luta apoiado por um engenheiro agr&ocirc;nomo desempregado. Sobre este peda&ccedil;o que pretendo falar.</font></p>
<p class="MsoNormal" align="justify"><font face="tahoma,arial,helvetica,sans-serif" size="3">Primeiramente &eacute; preciso informar onde come&ccedil;a minha rela&ccedil;&atilde;o com a UFAC. Iniciei dois cursos (via vestibular): o primeiro, nos idos de 1986 foi Constru&ccedil;&atilde;o Civil; o segundo, em 1987, foi agronomia. Neste per&iacute;odo foram cerca de trinta trabalhos publicados (autoria e co-autoria) em nome da institui&ccedil;&atilde;o, tendo ainda sido bolsista do CNPq.</font></p>
<p class="MsoNormal" align="justify"><font face="tahoma,arial,helvetica,sans-serif" size="3">Em 2006 participamos de concurso p&uacute;blico e fomos aprovados em oitavo lugar para o curso de Mestrado em Desenvolvimento Regional, conclu&iacute;do no prazo de 24 meses. Neste &uacute;ltimo foram 14 artigos publicados (mais dois aprovados para a pr&oacute;xima reuni&atilde;o da SOBER). Estas informa&ccedil;&otilde;es podem ser consultadas no site do Curr&iacute;culo Lates do CNPq (http://lattes.cnpq.br/5414102855721605).</font></p>
<p class="MsoNormal" align="justify"><font face="tahoma,arial,helvetica,sans-serif" size="3">Minha produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e a&ccedil;&otilde;es constantes em defesa desta IFES s&atilde;o de conhecimento da maior parte dos servidores e professores desta casa. Por conta disso, fui amea&ccedil;ado e tive de responder processos. Mas n&atilde;o arredei um mil&iacute;metro de minhas convic&ccedil;&otilde;es. </font></p>
<p class="MsoNormal" align="justify"><font face="tahoma,arial,helvetica,sans-serif" size="3">Para minha alegria, vejo hoje a minha segunda gera&ccedil;&atilde;o nesta casa, pois minha filha est&aacute; prestes a concluir o curso de geografia, assim como meu sobrinho o de hist&oacute;ria. Por isso, quando luto por esta institui&ccedil;&atilde;o n&atilde;o o fa&ccedil;o apenas para mim, mas para os meus. Quero que esta casa seja democr&aacute;tica, publica e gratuita para que minhas outras filhas aqui possam estudar. </font></p>
<p class="MsoNormal" align="justify"><font face="tahoma,arial,helvetica,sans-serif" size="3">N&atilde;o o fa&ccedil;o s&oacute; por altru&iacute;smo e pelos muitos amigos que aqui cultivei, mas principalmente pelo ego&iacute;smo de aqui ver formada, um dia, toda a minha fam&iacute;lia. Aqueles que hoje tentam me atingir com estas bobeiras podem ter certeza que n&atilde;o conseguiram e n&atilde;o conseguir&atilde;o. Muitos e maiores que eles tentaram e ainda n&atilde;o conseguiram me calar. </font></p>
<p align="justify"><font face="tahoma,arial,helvetica,sans-serif" size="3">Sobre o fato de estar desempregado, talvez os verdadeiros autores da nota n&atilde;o tenham se lembrado a minha titula&ccedil;&atilde;o (MSc), a qual me permite dar consultoria. &Eacute; isso que tenho feito para o Sintest-AC. E se algu&eacute;m desejar saber se tenho contribu&iacute;do para este sindicato, pergunte aos servidores. Eles saber&atilde;o dizer qual tem sido minha contribui&ccedil;&atilde;o. </font></p>
<p align="justify"><font face="tahoma,arial,helvetica,sans-serif" size="3">A UFAC &eacute; minha casa h&aacute; 22 anos. Mesmo que hoje n&atilde;o tenha vinculo direto com ela, manterei minha hist&oacute;ria de luta e amor (&agrave;s vezes &oacute;dio), pois a quero democr&aacute;tica, p&uacute;blica, gratuita e de qualidade. A resposta a estes que me atacam est&aacute; no meu passado de lutas.</font></p>
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		<title>Delegado, figura em extinção</title>
		<link>http://regispaiva.my1blog.com/2008/06/27/delegado-figura-em-extincao/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Jun 2008 20:49:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>regispaiva</dc:creator>
		
	<category>Sem  Categoria</category>
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		<description><![CDATA[Leio no site do Cl&#225;udio Humberto o texto a seguir:

 Loucademia de Pol&#237;cia
Delegados da Pol&#237;cia Federal est&#227;o indignados por receberem aulas de agentes, no Curso Superior de Pol&#237;cia, que os promove para o &#250;ltimo n&#237;vel da carreira. Acham que isso subverte a hierarquia na corpora&#231;&#227;o.
Fonte: http://www.claudiohumberto.com.br/principal/index.php
 &#160;
Com rela&#231;&#227;o a esta not&#237;cia de que Delegados recebem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><font face="arial,helvetica,sans-serif" size="3">Leio no site do Cl&aacute;udio Humberto o texto a seguir:</font></p>
<p class="MsoNormal"><strong><font face="arial,helvetica,sans-serif"><font size="3"></font></font></strong></p>
<p> <strong><font face="arial,helvetica,sans-serif"><font size="2">Loucademia de Pol&iacute;cia</font></font></strong><br />
<p class="MsoNormal"><font face="arial,helvetica,sans-serif" size="2">Delegados da Pol&iacute;cia Federal est&atilde;o indignados por receberem aulas de agentes, no Curso Superior de Pol&iacute;cia, que os promove para o &uacute;ltimo n&iacute;vel da carreira. Acham que isso subverte a hierarquia na corpora&ccedil;&atilde;o.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="arial,helvetica,sans-serif" size="2">Fonte: http://www.claudiohumberto.com.br/principal/index.php</font></p>
<p> <font face="arial,helvetica,sans-serif" size="3">&nbsp;</font><br />
<p class="MsoNormal"><font face="arial,helvetica,sans-serif" size="3">Com rela&ccedil;&atilde;o a esta not&iacute;cia de que Delegados recebem aulas de agentes, &eacute; preciso destacar um fato na PF: existe um grande n&uacute;mero de agentes e peritos (principalmente estes) com mestrado e doutorado e mais de uma gradua&ccedil;&atilde;o (faculdade). </font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="arial,helvetica,sans-serif" size="3">Desde a implanta&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel superior como requisito para o cargo de agente de Pol&iacute;cia Federal, isso tem sido uma constante. Tanto que melhorou muito o n&iacute;vel geral da PF.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="arial,helvetica,sans-serif" size="3">Mas se os agentes se preparam e avan&ccedil;am no conhecimento em diversas &aacute;reas, a excresc&ecirc;ncia chamada &#39;Delegado&#39; &eacute;, em sua maioria, simples Bacharel em Direito. J&aacute; os agentes, em grande parte formados em outras &aacute;rea que n&atilde;o o Direito, logo que assumem v&atilde;o fazer este curso. Assim, poucos anos ap&oacute;s o ingresso j&aacute; s&atilde;o bachar&eacute;is em Direito, al&eacute;m da &aacute;rea de forma&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica inicial. Com isso, a maior parte dos agentes tem mais conhecimento que os Delegados. Outro fato a ser destacado &eacute; a presen&ccedil;a de diversos advogados entre os agentes.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="arial,helvetica,sans-serif" size="3">Existe o caso de um conhecido meu, ex-professor doutor da Universidade Federal do Acre, Engenheiro Civil de forma&ccedil;&atilde;o, que deixou o magist&eacute;rio superior para se tornar perito da Pol&iacute;cia Federal. Outro perito &eacute; Engenheiro Agr&ocirc;nomo e est&aacute; terminando Direito. H&aacute; ainda outro, agente de pol&iacute;cia, que deixou de advogar para ser policial (e era um bom advogado).</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="arial,helvetica,sans-serif" size="3">N&atilde;o s&atilde;o os agentes de Pol&iacute;cia Federal que est&atilde;o deslocados no espa&ccedil;o e no tempo, mas sim os delegados. Com a nova conforma&ccedil;&atilde;o desta pol&iacute;cia, a figura do delegado, mero relatador de procedimento investigat&oacute;rio, j&aacute; perdeu a raz&atilde;o de ser.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="arial,helvetica,sans-serif" size="3">A quest&atilde;o da hierarquia deveria ser por merecimento e titula&ccedil;&atilde;o geral, um cargo de confian&ccedil;a a ser escolhido entre os pares para exercer a condu&ccedil;&atilde;o geral. Isso implica dizer que qualquer agente poderia relatar uma investiga&ccedil;&atilde;o e caberia ao superior descrito acima cuidar do bom andamento dos trabalhos. </font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="arial,helvetica,sans-serif" size="3">Delegado, nas condi&ccedil;&otilde;es atuais de uma pol&iacute;cia moderna e culta, &eacute; apenas uma fun&ccedil;&atilde;o de chefia e com caracter&iacute;sticas mais administrativas, como garantir os meios e condi&ccedil;&otilde;es para uma boa a&ccedil;&atilde;o policial, al&eacute;m de gerenciar a distribui&ccedil;&atilde;o dos casos de acordo com o perfil de cada agente. A isso se somaria o encaminhamento para cursos, atualiza&ccedil;&otilde;es e capacita&ccedil;&otilde;es dos executores. Com o fim dessa forma atual de delegado, haveria apenas chefia de equipe, onde um delegado poderia responder administrativamente por cinco ou mais equipes investigadoras, cada qual relatando seus pr&oacute;prios casos.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="arial,helvetica,sans-serif" size="3">O pa&iacute;s precisa de menos delegados e mais promotores de Justi&ccedil;a, que semelhantemente aos dos EUA atuariam de forma muito pr&oacute;xima com os policiais, mas sem inger&ecirc;ncia. Se cada delegado for transformado em Promotor de Justi&ccedil;a, com cada equipe de investigadores sendo multiplicada em unidades independentes de investiga&ccedil;&atilde;o com dois ou tr&ecirc;s investigadores cada, ampliaria as a&ccedil;&otilde;es policiais.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="arial,helvetica,sans-serif" size="3">Nessa nova proposta, cada relat&oacute;rio de inqu&eacute;rito teria de ser assinado pelos membros da equipe, o que for&ccedil;aria discutir o trabalho, melhoria a a&ccedil;&atilde;o em equipe e reduziria as possibilidades de erro. N&atilde;o h&aacute; necessidade de enquadramento legal, mas apenas apura&ccedil;&atilde;o dos fatos, cabendo a tipifica&ccedil;&atilde;o aos membros do MP em a&ccedil;&atilde;o. O mesmo com rela&ccedil;&atilde;o aos pedidos de pris&atilde;o. </font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="arial,helvetica,sans-serif" size="3">Para finalizar, bastaria apenas ser mantido um juizado especial de plant&atilde;o, com a presen&ccedil;a de um juiz, um promotor e um advogado de defesa para as pris&otilde;es em flagrante e pedidos de preventiva e/ou tempor&aacute;ria.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="arial,helvetica,sans-serif" size="3">&Eacute; claro que isso &eacute; apenas a simplifica&ccedil;&atilde;o de uma id&eacute;ia bem mais ampla e abrangente, com altera&ccedil;&otilde;es na constitui&ccedil;&atilde;o e c&oacute;digos. Mas se formatada e aplicada, daria muita agilidade processual e melhoraria o trabalho policial. Outros passos seriam a unifica&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;cias (dividida apenas em trabalho ostensivo-fardado e civil-investigativo), com redu&ccedil;&atilde;o da escala hier&aacute;rquica para no m&aacute;ximo cinco n&iacute;veis (downsizing) no caso ser mantido nos estados a figura da PM (um h&iacute;brido entre a PM e a PC).</font></p>
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